Réu é condenado a 38 anos por morte de prefeito no RS

Um dos condenados foi absolvido da acusação de homicídio.

13 out 2026 - 10h38
Resumo
A Justiça condenou dois homens pela morte do prefeito de Lajeado do Bugre (RS), Roberto Maciel Santos, assassinado a tiros em seu gabinete em novembro de 2022. Rafael dos Santos Lyrio recebeu pena de 38 anos de prisão por homicídio qualificado consumado e tentado, enquanto seu primo, Victor Santos Lyrio, pegou cinco anos e seis meses em regime semiaberto por extorsão. O crime, que também feriu um servidor, foi motivado pela cobrança de valores exigidos por uma organização criminosa contra políticos.

Dois homens foram condenados pela Justiça em um julgamento relacionado ao assassinato do prefeito de Lajeado do Bugre, Roberto Maciel Santos, morto a tiros dentro do próprio gabinete, em novembro de 2022. A sessão do Tribunal do Júri terminou na sexta-feira (9), em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

Rafael dos Santos Lyrio recebeu pena de 38 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado. Ele foi absolvido da acusação de extorsão.

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Já o primo dele, Victor Santos Lyrio, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por extorsão. Ele foi absolvido das acusações de homicídio consumado e tentado. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.

O julgamento durou dois dias e ocorreu no Foro da Comarca de Passo Fundo, após o processo ser transferido a pedido do Ministério Público. Segundo a denúncia, o caso envolveu dez pessoas e teria sido motivado pela cobrança de valores exigidos por uma organização criminosa contra agentes políticos municipais.

O crime aconteceu em 24 de novembro de 2022, por volta das 11h20min, na sede da prefeitura. Conforme a denúncia, um homem entrou no gabinete do prefeito e efetuou os disparos que mataram Roberto Maciel Santos.

O vice-prefeito, que também estava na sala, conseguiu se esconder no banheiro e sobreviveu. Um servidor municipal foi atingido pelos tiros, mas recebeu socorro a tempo.

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Os dois réus julgados foram acusados de planejar e coordenar a execução, além de fornecer auxílio material e moral e orientar a ação e a fuga dos demais envolvidos. A denúncia também apontou que a esposa e a filha do prefeito teriam sido vítimas de ameaças e extorsão pelo grupo.

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