Zema defende tarifa mínima para motoboys e cobra respeito de aplicativos

Declaração foi dada em coletiva nesta quinta-feira, 20, após encontro com a categoria em São Paulo

20 ago 2026 - 22h34
Resumo
Romeu Zema defendeu a criação de uma tarifa mínima para entregadores e cobrou respeito dos aplicativos. Ele propôs que empresas e trabalhadores negociem diretamente questões como remuneração e seguros de vida e saúde, sem imposição regulatória do Estado. Zema também sugeriu a criação de um modelo de trabalho alternativo à CLT, citando formatos internacionais baseados em horas trabalhadas, por considerar a legislação trabalhista brasileira desatualizada.

O presidenciável Romeu Zema (Novo) defendeu nesta quinta-feira, 20, a criação de uma tarifa mínima para os entregadores de aplicativo.

"Eles precisam ser respeitados, precisam de ter uma tarifa mínima, igual todo táxi, toda operadora de celular, de energia, e de água tem também [...] Então eu faço um apelo aqui a todos os aplicativos que respeitem esses profissionais", disse Zema em entrevista coletiva após encontro com a categoria na cidade de São Paulo.

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Proposta de Zema é exigir um acordo entre as empresas e os trabalhadores
Proposta de Zema é exigir um acordo entre as empresas e os trabalhadores
Foto: Divulgação/Equipe Zema / Estadão

O presidenciável defendeu, porém, que o papel do Estado nas negociações entre motoboys e aplicativos deve se limitar a exigir que as empresas apresentem propostas, sem impor uma regulamentação direta sobre a categoria.

"O Estado tem de exigir e não executar, porque quando ele executa nunca fica bom", afirmou.

Zema propôs que representantes dos motoboys e das empresas se sentem à mesa para negociar diretamente questões como tarifa, seguro de vida e seguro saúde em caso de acidentes.

Zema defendeu ainda a criação de uma modalidade alternativa de trabalho que substitua a CLT, que classificou como "desatualizada". Segundo o presidenciável, a legislação trabalhista, criada em 1943, não reflete mais a realidade do mercado de trabalho brasileiro. Ele citou um modelo por hora trabalhada de ouros países.

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O presidenciável, porém, não dá detalhes sobre como funcionaria o novo modelo. "A ser construída. Eu não quero o Estado interferindo em atividade econômica. Falar para as empresas: apresentem propostas. Sentem com os profissionais que prestam serviços para vocês e elaborem uma proposta. Nós estamos falando de gente adulta", disse.

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