Vice-presidente da Câmara diz que irá pautar anistia quando Motta sair do país

Vice da Câmara ameaça pautar anistia e oposição pressiona por reação ao STF após prisão domiciliar de Bolsonaro

5 ago 2025 - 14h10
(atualizado às 14h49)
Resumo
O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, disse que pautará a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro se Hugo Motta deixar o país, enquanto a oposição pressiona por reação ao STF após a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Dep. Altineu Côrtes (PL - RJ)
Dep. Altineu Côrtes (PL - RJ)
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 5, que pretende pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro caso o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deixe o país, como quando viaja ao exterior em agendas oficiais. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na Câmara e evidencia a pressão da oposição para acelerar a tramitação da proposta.

A anistia se tornou prioridade para parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão domiciliar do ex-mandatário, na segunda-feira,4.

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No Senado, o movimento ganhou reforço com o anúncio de um "pacote da paz", feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta, ainda em elaboração, inclui três pontos centrais:

  • o pedido de impeachment de Moraes,
  • a concessão de anistia ampla aos envolvidos nos atos antidemocráticos — incluindo o próprio Bolsonaro,
  • e a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim do foro privilegiado de parlamentares.

Segundo Flávio, as medidas buscam "virar a página" da crise institucional e recolocar o Congresso no centro da solução política. O senador Rogério Marinho (PL-RN) será o responsável por detalhar o pacote.

A oposição promete obstruir a pauta de interesse do governo enquanto a anistia não for discutida, elevando a tensão no Legislativo em meio à nova fase da crise que envolve o ex-presidente.

Fonte: Redação Terra
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