TSE firma parcerias com plataformas digitais para as eleições de 2026

Tribunal anunciou nesta terça-feira, 28, união com Facebook, Google, TikTok, Linkedin, X, Telegram e Kwai

28 jul 2026 - 20h14

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou parcerias com Facebook, Google, Kwai, TikTok, Linkedin, X e Telegram para reforçar o combate à desinformação nas eleições de 2026. Os acordos, anunciados nesta terça-feira, 28, preveem canais de denúncia, capacitação de servidores e ferramentas de comunicação com o eleitorado.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

As parcerias integram o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e são decorrentes da reunião realizada em 16 de julho entre o presidente da corte Kassio Nunes Marques e representantes de plataformas digitais.

Google

A parceria com o Google prevê a criação de uma seleção especial de aplicativos com conteúdo cívico na Google Play Store durante o período eleitoral, incluindo ferramentas oficiais do TSE relacionados ao pleito. A empresa também vai direcionar usuários a informações oficiais sobre título eleitoral, requisitos para votar e iniciativas da Justiça Eleitoral.

O acordo prevê ainda a disponibilização do Project Shield. A ferramenta protege agentes das eleições contra ataques digitais com objetivo de tirar páginas do ar ou impedir o acesso de usuários a conteúdos de interesse público.

Outra iniciativa é o Trends Hub de Eleições, página em português e de acesso global, que vai reunir dados sobre as tendências de pesquisas relacionadas ao pleito realizadas no buscador do Google. O lançamento está previsto para agosto deste ano e ficará disponível durante todo o período eleitoral.

O Google também vai disponibilizar canal para receber, via SIADE, denúncias de conteúdos específicos, mediante o envio do endereço eletrônico do material denunciado. O memorando não envolve transferência de recursos financeiros e vale até 31 de dezembro de 2026.

Kwai

O acordo com o Kwai prevê a criação de um H5 — página interna da plataforma — com conteúdos educativos sobre o processo eleitoral de 2026. O material será acessível também por meio de pesquisas com termos e palavras-chave relacionados ao sistema eleitoral.

O Kwai também deverá apoiar a transmissão ao vivo de eventos promovidos pelo Tribunal e auxiliar na divulgação de conteúdos de interesse do eleitorado. Entre as ações de capacitação, está previsto treinamento sobre a ferramenta Legal and Escalation Reporting Tool (LERT) para equipes do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs), além de capacitação voltado a partidos políticos sobre boas práticas de uso da plataforma.

O memorando prevê ainda a divulgação das regras eleitorais em linguagem simples e acessível, por meio de uma URL pública, e a criação de um canal de denúncias.

Telegram

O acordo com o Telegram prevê que o TSE poderá criar um bot oficial do Tribunal, com recursos como comunicados regionais personalizados e coleta de feedbacks e solicitações dos usuários.

O Telegram também vai indicar representantes para acesso ao canal do SIADE, destinado ao recebimento e à análise de denúncias sobre possíveis condutas que violem a legislação eleitoral.

X

Já o acordo com o X prevê a implementação de comandos na página inicial da plataforma e nos resultados de pesquisas relacionadas às eleições, direcionando os usuários a informações oficiais da Justiça Eleitoral.

A empresa também se comprometeu a agir com rapidez diante de possíveis violações às suas regras e política, incluindo a Política de Integridade Cívica, que veda o uso da plataforma para manipular ou interferir em eleições.

O memorando também prevê treinamento sobre as regras da plataforma e o método para identificar e agir diante de conteúdos e contas que violem normas eleitorais e ordens judiciais.

LinkedIn

O acordo com a plataforma prevê a criação do LinkedIn Notícias - Informações sobre as Eleições Gerais 2026, serviço que vai reunir conteúdos sobre o processo eleitoral com curadoria da equipe editorial da empresa.

O TSE também poderá usar as LinkedIn Pages para compartilhar informações com o eleitorado.

A plataforma se comprometeu a remover conteúdos maliciosos identificados, como contas falsas e comportamento inautêntico coordenado. O LinkedIn também vai participar de conversas periódicas com o TSE e disponibilizar, em português, relatório semestral de transparência com dados sobre ações de combate à desinformação na plataforma.

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