Sóstenes nega que Quaest mostre 'desidratação' de Flávio; Edinho Silva aponta 'potencial' de Lula

O líder do PL na Câmara minimizou os resultados da pesquisa Quaest desta quarta-feira, que mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%; presidente do PT avalia que resultado reflete avaliações internas do partido e o 'potencial de crescimento' do presidente

21 out 2026 - 12h38
Resumo
A nova pesquisa Quaest indica empate técnico no segundo turno, com Flávio Bolsonaro oscilando para 45% e Lula estável em 44%. Enquanto o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, minimiza os dados e nega a desidratação do aliado, o petista Edinho Silva vê potencial de crescimento para Lula, cuja rejeição caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio oscilou de 54% para 52%. O levantamento, com margem de erro de dois pontos, reflete o clima de cautela entre os aliados do senador após a vantagem obtida no primeiro turno.

BRASÍLIA - O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), minimizou os resultados trazidos pela pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21. Segundo o deputado, não há por que se temer uma "desidratação" de Flávio Bolsonaro (PL) a quatro dias do segundo turno. Já o presidente do PT, Edinho Silva, considerou que o levantamento mostra o mesmo caminho identificado pelas pesquisas internas contratadas pelo partido e um potencial de crescimento para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A pesquisa mostrou que a vantagem do candidato do PL oscilou de 46% para 45% em votos totais, enquanto o presidente Lula manteve-se estável em 44%. O cenário segue como empate técnico, mas com uma redução da distância dentro da margem de erro.

Flávio e Lula se enfrentam no segundo turno das eleições presidenciais.
Flávio e Lula se enfrentam no segundo turno das eleições presidenciais.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Oscilações dentro da margem de erro em pesquisas são normais. Nosso tracking permanece estável. Flávio está imparável e incansável. Jamais [há motivo de temor de uma desidratação]", disse Sóstenes ao Estadão/Broadcast.

A análise de Edinho vai em outro caminho. "A pesquisa reflete também as nossas avaliações internas, os nossos trackings, mostra o potencial de crescimento da nossa campanha. O presidente Lula vem crescendo, em relação à própria Quaest. Ele cresce de forma muito acentuada. E, claro, a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa, as perdas de direitos que ele representa", afirmou.

A rejeição a Flávio Bolsonaro não aumentou, como disse Edinho, mas oscilou para baixo dentro da margem de erro de dois pontos, indo de 54% para 52%. Já a rejeição de Lula caiu seis pontos, de 53% para 47%.

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No primeiro turno, Flávio levou vantagem nas urnas e obteve 56,1 milhões votos, contra 53,8 milhões de Lula. O resultado surpreendeu a campanha do senador, que tentou conter o "clima de já ganhou" de seus aliados, sob temor de uma virada histórica.

A Quaest realizou 2.154 entrevistas a domicílio com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.

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