O PL definirá na próxima semana sua posição na eleição para a presidência da Câmara, segundo o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante. Dono da maior bancada da Casa, o partido avalia se apoia o favorito Hugo Motta ou se lança candidatura própria para assegurar contrapartidas ao seu eleitorado e preservar sua imagem. Cavalcante minimizou o risco de isolamento político e perda de cargos na Mesa Diretora, afirmando que a estratégia pode, a exemplo do Senado em 2023, fortalecer a legenda a longo prazo.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o partido só decidirá qual posição irá adotar na disputa pela presidência da Casa na próxima semana. Após uma reunião na sede da legenda em Brasília, ele ponderou, porém, que a sigla está atenta a seus eleitores.
"Logicamente nós temos convicção de que hoje o PL é uma grife nacional e que nós não vamos jogar o nome do PL na lama, sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores. E os nossos eleitores estão muito atentos, aqueles que nos fizeram a maior bancada na Câmara e no Senado, e possam ter certeza que com muito equilíbrio, com muito respeito, na próxima semana a bancada de deputados também vai decidir qual é o caminho que nós seguiremos com relação à eleição da presidência da Câmara", declarou o parlamentar.
Com a maior bancada da Casa para a próxima legislatura, com 121 deputados, o PL discute qual posição adotar após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conquistar o apoio de 15 partidos para sua reeleição e ter a recondução praticamente garantida. Sem se aliar ao deputado paraibano, a legenda do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) pode ter espaços na Casa, como vagas na Mesa Diretora e as presidências das comissões.
Questionado sobre o possível isolamento caso o PL decida por uma candidatura própria, Sóstenes respondeu: "Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia". Ele mencionou que em 2023 o partido acabou sem espaços no Senado após Rogério Marinho (PL-RN) perder a presidência da Casa para Rodrigo Pacheco, à época no PSD de Minas Gerais, mas "quatro anos depois, voltou fortalecidíssimo".