'Show de horrores' e 'conflito de interesses': presidenciáveis reagem às decisões de Fachin que suspenderam afastamento de diretor da PF e relatoria de Moraes no inquérito das fake news

Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram sobre as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal

9 set 2026 - 19h53
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, no plenário da Corte.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, no plenário da Corte.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro manifestaram-se, na tarde desta quarta-feira, 9, sobre as decisões de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenderam o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e retiraram o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Nos documentos divulgados, o presidente do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e levou para si a relatoria das investigações do chamado 'Inquérito das Fake News', além de suspender 'todo e qualquer procedimento' de investigação sobre integrantes do STF. 

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Na disputa eleitoral pelo Missão, Renan Santos afirmou que a decisão de Fachin 'coroou um show de horrores que o Brasil está passando': "Um show ridículo de briga de egos entre ministros da Suprema Corte, um querendo mostrar que é mais malvado que o outro, que briga mais que o outro, enquanto todos recebem super salários, enquanto boa parte dos ministros está fazendo negócios com escritórios ligados aos seus parentes, boa parte deles envolvidos em escândalos de corrupção".

"Enquanto esses caras brigam, a população está morrendo na fila do SUS, a população está sendo assaltada, a população está perdendo emprego, está todo mundo ficando mais pobre. Infelizmente, o povo brasileiro até desistiu de discutir, nem entende nada do que está acontecendo e prefere assistir futebol do que ver essa pataquada ridícula dentro do STF", complementou. 

Já Ronaldo Caiado (PSD) parabenizou a decisão de Fachin de puxar para si o inquérito das fake news, criticando a investigação anteriormente conduzida por Moraes. 

"Esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário. Torço e desejo que ele saiba exatamente o que está fazendo ao suspender a decisão do ministro Mendonça sobre Andrei na PF. Se for para tomar medidas e arrumar a casa, que tenha a mesma firmeza para dar um basta nos abusos de Alexandre de Moraes, exposto de forma vergonhosa nas conversas com Vorcaro. O Brasil não aguenta mais tanta instabilidade", afirmou o candidato. 

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Romeu Zema (Novo) também comemorou a retirada de Alexandre de Moraes da relatória do inquérito das fake news, que, segundo o candidato, 'era utilizado só para perseguir os adversários' do ministro do STF.

"Nós vimos que o intocável-mor foi afastado do inquérito das Fake News, que era utilizado só para perseguir os adversários dele. E, agora, ele ficou sem a grande arma que ele sempre utilizou para intimidar. Mas a mim ele nunca intimidou. Inclusive, eu respondo a um processo do companheiro dele Gilmar Mendes, e eu não tenho medo nenhum", afirmou Zema.  

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Fonte: Portal Terra
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