Salário do STF dá 'condição média' de vida, diz André Mendonça

25 ago 2026 - 22h16
Resumo
O ministro do STF André Mendonça afirmou que o salário dos magistrados proporciona apenas uma "condição média" de vida e exige controle de gastos, sem permitir enriquecimento, embora seja superior à média brasileira. Com rendimento líquido médio de R$ 26 mil em 2024, o ministro destacou que a classe não tem vida nababesca. No mesmo evento, Mendonça desabafou sobre a alta responsabilidade da função, revelando que seus dois primeiros anos no tribunal foram períodos de muita infelicidade.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário de um magistrado proporciona uma "condição média" de vida, ainda que "muito acima" do restante dos brasileiros.

"Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia", afirmou Mendonça.

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Apesar de não proporcionar uma "vida nababesca", como descreveu o ministro, os magistrados são uma classe privilegiada. "Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", disse.

A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira, 21, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo o Portal da Transparência do STF, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano variaram de R$ 18.881,92 (abril e maio) a R$ 43.028,21 (janeiro), somando R$ 182.029,10 no período. A média mensal de R$ 26.004,16.

Conforme noticiou o Estadão, no mesmo evento, o ministro falou sobre as dificuldades do trabalho na Corte. Os dois primeiros anos no STF, disse, "foram períodos de muita infelicidade". Hoje, ele vive "muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa".

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André Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é relator das duas investigações mais sensíveis em curso na Polícia Federal: a que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

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