Renan Santos: 'O que mais tem no Brasil é militar vagabundo que não faz nada'

Candidato fez críticas a supersalários e sugeriu incluir membros das Forças Armadas em uma eventual reforma da Previdência

17 ago 2026 - 20h11

Candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos disse que o Brasil tem uma massa de militares "vagabundos". A declaração foi dada nesta segunda-feira, 17, em sabatina realizada pelo SBT News.

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Segundo Renan, membros das Forças Armadas que deveriam atuar para combater as facções criminosas preferem fazer idas e vindas em clubes militares.

"O que mais tem no Brasil é militar vagabundo que não faz nada, que não está preocupado nem um pouco com o crime organizado no Brasil, mas ganha salário de general."

O cofundador do MBL ainda fez menção a militares do Rio de Janeiro que "andam com motorista e pedem para desviar da favela, que deveriam desocupar". Diante dos jornalistas, ele afirmou que uma eventual nova reforma da Previdência precisará incluir os integrantes das Forças Armadas.

Ao falar sobre economia, o candidato disse ainda que os altos salários e os penduricalhos não são os principais problemas das contas públicas brasileiras. "Falar de penduricalhos é fácil, falar de supersalários é fácil, mas nem de longe é o maior dos problemas."

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Proteção trabalhista e inexperiência

Renan Santos também criticou as proteções trabalhistas previstas na CLT. "As pessoas já estão precarizadas e procuram outros meios para trabalhar."

De acordo com ele, o setor varejista não contrata ninguém de maneira formal, porque parte da população "não quer" e outra parte vive "num mix de auxílio e emprego informal".

Para Renan, a modalidade de Microempreendedor Individual (MEI) foi a saída para "fugir da esparrela da Justiça Trabalhista". O candidato do Missão ainda criticou a tributação presente em contratos regidos pela CLT e negou que acabar com proteções ao trabalhador levem a jornadas exaustivas.

"Dá para estabelecer limite de jornada. Quanto mais flexibilização trabalhista, mais empregos e maior a remuneração."

Renan Santos, candidato a presidente em 2026 pelo Missão, durante congresso do partido em 1.º de agosto.
Renan Santos, candidato a presidente em 2026 pelo Missão, durante congresso do partido em 1.º de agosto.
Foto: @Partido Missão via YouTube / Estadão

Questionado sobre a falta de experiência em cargos públicos, o candidato disse estar pronto para assumir o cargo mais alto do Poder Executivo no País. "Há 12 anos eu sou o líder de um bloco político no Brasil. Eu tenho todas as condições para liderar uma nação."

O candidato ainda foi confrontado com a maneira como pretende levar adiante as propostas de governo que defende. Diante dos jornalistas, reconheceu que não há como acabar com as emendas parlamentares. "Seria a coisa mais fácil dizer que não vou negociar com o centrão. Vou negociar, só que nos nossos termos."

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Já nos segundos finais da sabatina, Renan disse ter um nome para o Ministério da Fazenda, mas não quis revelar. "Não vou citar hoje, senão estrago meu evento."

O candidato do Missão à Presidência participa de sabatina no SBT, onde está sendo questionado sobre seus projetos de governo. O veículo também convidou os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).

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