Renan Santos chama Flávio Bolsonaro de 'criminoso': 'Está em Brasília para fazer negócios'

O pré-candidato à Presidência pelo Missão também criticou o Partido Novo e o classificou como 'caudatário' do bolsonarismo

9 jul 2026 - 18h51

O pré-candidato à Presidência pelo Missão Renan Santos afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não tem condições para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026, "sob nenhuma hipótese".

"A quantidade de escândalos que envolvem o Flávio é assustadora porque o Flávio nunca quis ser presidente. O Flávio está lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis, ele gosta de imóveis", afirmou em entrevista ao canal MyNews nesta quinta-feira, 9.

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Ele também chamou o senador de "criminoso" após citar sua proximidade com o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União), preso pela Polícia Federal com um fuzil de uso restrito; e com os ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União) e TH Joias (MDB-RJ), presos por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV): "A gente vai ficar aceitando que o campo da direita seja dominado por um criminoso, que é isso que é o Flávio?", disse Renan.

O presidente do Missão também acusou o Partido Novo de ser "caudatário" do bolsonarismo, expressão usada para definir subserviência ou posição secundária.

"Eles até surgiram para ser um partido, mas qual a visão de mundo do novo sobre educação? Qual é o projeto do Novo pro Brasil? É do tipo 'vou ajudar o Bolsonaro', porque eles são caudatários do bolsonarismo. O problema do Novo é isso", opinou.

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Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência
Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência
Foto: Divulgação/Partido Missão / Estadão

Ele citou o fato de Flávio ter recebido poucas críticas de integrantes da direita por ter negociado com Daniel Vorcaro o recebimento de dinheiro para financiar o filme sobre a trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ironizou a possibilidade de o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, romper com a direita bolsonarista.

"Ele vai falar que foi muito inadequado o Flávio Bolsonaro receber milhões do Vorcaro. 'Olha, tá inadequado isso aí, hein'. E tipo assim, o Zema não vai falar nada do Márcio Canella? O Zema não vai falar nada que o TH Joias e o Bacellar, que foi apontado pela Polícia Federal como operador político do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que eles não os aliados do Flávio. Ele vai falar que foi inadequado? O Flávio tá sempre cometendo coisas inadequadas, né?", declarou.

Renan rejeitou ainda a classificação de sua candidatura como uma "terceira via" no cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio lideram as pesquisas de intenção de voto. "Você imagina um prêmio de consolação, uma medalha de bronze. Eu quero ganhar deles, e para ganhar deles eu não posso me colocar como uma terceira opção. Eu sou a única opção? viável", disse.

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