PSOL oficializa apoio crítico a Juliana Brizola para o governo do RS

Partido entrega pauta com reivindicações programáticas e reafirma Manuela D'Ávila como pré-candidata ao Senado em frente ampla contra a extrema direita

21 abr 2026 - 16h24

A direção estadual do 

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas
PSOL

 confirmou, em reunião realizada nesta terça-feira (21), o apoio crítico à candidatura de 

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Juliana Brizola (PDT)

 ao governo do Rio Grande do Sul. A decisão, fruto de debates internos entre correntes e coletivos da legenda, visa consolidar uma frente de unidade para enfrentar o avanço da extrema direita no estado.

Nesta quarta-feira (22), lideranças do partido se reúnem com a pré-candidata pedetista para oficializar a aliança e entregar um documento com pontos programáticos considerados inegociáveis. Entre as prioridades listadas pelo PSOL estão o 

combate às privatizações

, a 

valorização do serviço público

 e a implementação de políticas concretas para a 

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prevenção de desastres ambientais

.

"São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita", destacou 

Gabrielle Tolotti

, presidenta estadual do PSOL.

A aliança também consolida a chapa majoritária com 

Edegar Pretto (PT)

 como vice e 

Manuela D'Ávila (PCdoB/PSOL)

 como o nome da frente para o Senado. O bloco reúne uma ampla coalizão formada por PDT, PT, PCdoB, PV, Rede, PSB e PSOL.

Apesar da composição, o vereador e presidente municipal do PSOL, 

Roberto Robaina

, enfatizou que o "apoio crítico" significa que o partido não integrará um eventual governo de Juliana Brizola. O objetivo estratégico é evitar que o segundo turno repita o cenário de 2022, hoje representado pelas pré-candidaturas de 

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Luciano Zucco (PL)

 e 

Gabriel Souza (MDB)

.

"Sabemos que um governo do PDT não será um governo dos trabalhadores nem de esquerda. Não reivindicamos espaço nele. Vamos seguir lutando por um governo de esquerda, mas o compromisso agora é derrotar a extrema direita", explicou Robaina. Esta é a segunda eleição consecutiva em que o PSOL abre mão de uma candidatura própria ao Piratini em prol de uma unidade política no campo progressista.

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