PF faz operação contra perito acusado de vazar dados sigilosos sobre investigação do Master

Perito teria vazado informações de Alexandre de Moraes apreendidas no celular de Daniel Vorcaro

19 mai 2026 - 11h48
(atualizado às 14h39)
Sede Regional da Polícia Federal em Brasília
 12 de setembro de 2025   REUTERS/Adriano Machado
Sede Regional da Polícia Federal em Brasília 12 de setembro de 2025 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou uma operação da Polícia Federal contra um perito criminal federal, acusado de vazar dados sigilosos sobre a investigação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. A ação foi realizada na manhã desta terça, 19. 

Segundo o Estadão, o investigado é João Cláudio Nabas. A suspeita é a de que ele tenha vazado informações do ministro Alexandre de Moraes apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Entre as informações, estão o contrato do escritório de advocacia da mulher do magistrado, a advogada Viviane Barci, com o banco de Vorcaro e diálogos de Moraes com o banqueiro. 

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Em um comunicado, a Corte informou que a sétima fase da operação ocorre para apurar o eventual crime de violação de sigilo funcional. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a suspensão do exercício da função pública do policial federal. 

Conforme a PF, o perito teria repassado à imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas após análise de material apreendido durante uma das fases da Compliance Zero.

Daniel Vorcaro na triagem da Penitenciária II de Potim (P2), no interior de São Paulo
Foto: Reprodução/SAP

“Ressalta-se que as diligências investigativas autorizadas possuem natureza específica e instrumental, voltada à preservação da investigação, à prevenção de eventual reiteração delitiva e à colheita de elementos probatórios ainda pendentes”, informou o STF. 

A Corte afirma ainda que as medidas não implicam “qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa”, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte. Portanto, o objetivo da ação é apurar apenas a conduta do agente público que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas.

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Até o momento, a defesa de João Cláudio Nabas não foi localizada. 

Fonte: Portal Terra
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