Personalidades políticas lamentaram a morte de Raul Jungmann

19 jan 2026 - 13h10

O ex-ministro Raul Jungmann morreu no sábado, 18, aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e lutava há anos contra a doença.

Diversas personalidades políticas lamentaram a morte do pernambucano. O ministro Alexandre de Moraes publicou uma nota no site do Supremo Tribunal Federal (STF), em nome da Corte, na qual desejou forças aos familiares e relembrou um momento em que os dois trabalharam juntos.

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"Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento", escreveu Moraes.

O ministro Gilmar Mendes afirmou em publicação no X que a morte de Jungmann o atingiu "de forma especialmente dolorosa". "Perco um amigo querido, cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade. Nossa amizade foi construída no diálogo franco e na partilha de uma mesma convicção: a de que a democracia exige coragem e compromisso permanente com a Constituição", disse Mendes.

"Sua trajetória confunde-se com a própria história da redemocratização brasileira. Mais do que os cargos que ocupou, permanecem o exemplo e a dignidade com que sempre serviu ao País", acrescentou.

Em outra nota publicada no site do STF, o ministro Dias Toffoli também lamentou a morte e afirmou que Jungmann atuou com "coragem, clareza e senso de responsabilidade pública" quando "a democracia foi colocada à prova".

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"Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou", disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, relembrou em publicação no X que, em nome da Câmara, concedeu a Jungmann, em dezembro do ano passado, uma moção de louvor como reconhecimento da sua trajetória pública.

"Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento", escreveu.

Jungmann foi ministro do Desenvolvimento Agrário durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O atual líder da pasta, Paulo Teixeira, comentou, também em publicação no X sobre a trajetória do pernambucano na política brasileira.

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"Enquanto sua saúde permitiu, participou, com generosidade e espírito democrático, do conselho dos ex-ministros do Desenvolvimento Agrário que montei como espaço de consulta e reflexão no ministério", disse. "Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos de Raul Jungmann."

No governo de Michel Temer, Jungmann foi ministro da Defesa e da Segurança Pública. O senador Sérgio Moro, que liderou o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, afirmou que a morte do pernambucano é uma "perda para a vida pública".

"Tive a oportunidade de conhecê-lo na transição de governo de 2018, quando ele, com competência, ocupava o cargo de ministro da segurança pública", escreveu.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade da qual Jungmann era diretor-presidente, o velório será restrito a familiares e amigos próximos, em respeito a seu desejo. A data e o local da cerimônia não foram informados.

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