Em ato de campanha em Porto Alegre, Lula criticou duramente Flávio Bolsonaro, chamando-o de "miliciano desqualificado" e afirmando ter sentido constrangimento no debate da TV Bandeirantes. O petista reiterou o desafio para que o adversário abra seus sigilos bancário e telefônico, garantindo ter feito o mesmo com seus dados e de familiares, além de cobrar explicações sobre R$ 134 milhões do Banco Master. Confiante na vitória, Lula pediu empenho total da militância para reduzir a abstenção no segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 19, que se sentiu encabulado ao participar do debate presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela TV Bandeirantes na noite de domingo, 18. Durante ato de campanha em Porto Alegre (RS), o petista chamou o adversário de "miliciano desqualificado" e comparou o confronto com encontros que já teve com presidentes e lideranças internacionais.
Lula afirmou que já participou de reuniões com diversos chefes de Estado e líderes mundiais, mas que se sentiu constrangido ao debater com Flávio. "Enquanto eu estiver vivo, ladrão nenhum, fascista, miliciano desqualificado nenhum vai governar esse País", disse o presidente.
Durante o discurso, Lula também retomou o desafio para que Flávio autorize a abertura de seus sigilos bancário e telefônico. O petista afirmou ter preparado uma autorização para acesso aos próprios dados e aos de familiares, incluindo a primeira-dama Janja e seus filhos. Aos gritos de "Ei, Flávio, abre seu sigilo", apoiadores reforçaram a cobrança feita pelo presidente no debate.
Lula ainda questionou o candidato do PL sobre o pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Quero saber onde estão os R$ 134 milhões do Banco Master", afirmou o petista.
Em outro momento, o presidente convocou os apoiadores a buscar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. "Nós temos que convencer com todas as forças as pessoas que não foram votar a irem votar. Temos que convencer as pessoas de 70 anos ou mais a votarem por seus filhos, netos e bisnetos", declarou.
O petista também destacou a tradição política progressista do Rio Grande do Sul e classificou o Estado como símbolo de resistência à ditadura militar. Durante o ato, apoiadores entoaram o coro "Uxo, uxo, uxo, o Lula é gaúcho".
"Enquanto eu estiver vivo, ladrão nenhum, fascista nenhum vai governar esse País", afirmou Lula. O presidente também demonstrou confiança na mobilização de seus apoiadores. "É humanamente impossível, depois dessa manifestação, achar que alguém pode tirar essa eleição de nós", disse.
A caminhada ocorreu no Centro Histórico de Porto Alegre e reuniu lideranças da esquerda gaúcha. Lula disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro no próximo domingo, 25.