Edinho Silva, do PT, criticou a atuação de Flávio Bolsonaro na segurança pública, apontando contradições como o apoio a um projeto que retira a numeração de munições, além de homenagens a milicianos e defesas jurídicas polêmicas. Em resposta, o coordenador da campanha bolsonarista, Rogério Marinho, rebateu as acusações, negando a autoria de Flávio na proposta sobre as munições e explicando que o senador apenas defendeu a votação de um pacote mais amplo apresentado pelo governo em 2019.
O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 19, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não está apto para discutir segurança pública e expôs o que classificou como contradições do presidenciável.
"Uma das maiores contradições dessa campanha é o Flávio Bolsonaro falar de segurança pública. Ele coloca um projeto de lei para ser votado para que não tenha numeração nas munições. A pergunta que tem que se fazer é: a quem interessa o não rastreamento das munições? Evidente, interessa a quem compra munição ilegal, a quem usa munição para atividades ilegais", declarou o petista, em debate com o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), na GloboNews.
Edinho também repetiu a estratégia adotada por Lula no debate da Band na noite de domingo, 18, e citou outros casos associados a Flávio, como a condecoração dada pelo senador, ainda como deputado estadual, ao miliciano Adriano da Nóbrega e por ter atuado como advogado de um policial militar suspeito de ter disparado uma arma que matou uma criança, em Niterói (RJ), em 2021.
"Quem condecora miliciano não pode falar em segurança pública. Quem é contra pôr na prisão o assassino de uma criança de cinco anos não pode falar em segurança pública. Quem vota contra projeto de lei para impedir que policial agressor de mulher não ande armado não pode falar em segurança pública, nem tampouco em defesa dos direitos das mulheres", disse o petista.
Rogério Marinho, por sua vez, negou que Flávio seja o autor ou tenha apresentado emendas ao projeto que sugere retirar a identificação de munições compradas por órgãos de segurança pública. Apresentado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019, o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados no mesmo ano e está parado no Senado.
"A única ingerência do Flávio Bolsonaro foi ter defendido que o projeto como um todo, que tem mais de 40 itens, fosse votado. Então, foi colocado como se ele tivesse sido o autor de um projeto que retira a numeração do armamento para dificultar a sua rastreabilidade. Então há uma diferença fulcral entre um detalhe em quase 40 artigos e você especificar um único item", disse.