No G-7, Trump diz que Brasil está perigoso politicamente e Lula pede que ele não se meta na eleição

Americano criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro no STF e que o país 'está complicado'; petista respondeu que EUA têm muito o que aprender sobre eleições com o Brasil

17 jun 2026 - 16h02
(atualizado às 16h25)

ENVIADA ESPECIAL A ÉVIAN-LES-BAINS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse durante durante a cúpula do G-7 que o Brasil está perigoso politicamente se referindo às eleições, o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu dizendo para ele não interferir nas eleições brasileiras e respeitar a soberania dos países.

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Trump foi questionado sobre as suas interações com Lula durante a cúpula em Évian-les-Bians, na França, ao que respondeu: "Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país está um pouco complicado, não é? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente."

"Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Descobri isso depois que fomos embora. Acabei de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo", continuou.

Ao se referir a "querem prender Bolsonaro Jr" e "que estava indo bem nas pesquisas", o americano parece confundir Eduardo, que foi condenado pelo STF por coação à Justiça, e Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato a presidente pelo PL.

Lula foi informado desta fala do americano durante sua coletiva de imprensa na residência oficial do representante de do Brasil junto à ONU em Genebra e respondeu que "Trump conhece pouco o Brasil".

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"Se ele conhece o Brasil pela relação com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil. Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Não tem país no mundo com um sistema de urna eletrônica como o nosso. Da próxima vez eu vou levar uma urna para ele ver como funciona".

"Ele tem direito de ter as preferencias eleitorais dele, só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas em suas suas soberanias", continuou.

Ao ser questionado do porquê não se reuniu bilateralmente com o americano para tratar de tarifaço, ele respondeu que não havia necessidade já que os países já estão negociando a níveis diplomáticos sobre o tema. Ele reiterou que chamou o americano de "imperador"

"A gente não conversa com todos os presidentes a toda hora, Muitas vezes não tem assunto toda hora. Eu não pedi a bilateral. Acho que ele fez uma coisa desaforada pro Brasil, por isso disse que ele age como imperador", respondeu.

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