Durante o evento conservador Cpac nos EUA, Eduardo Bolsonaro afirmou não temer deportação após o avanço democrata no Congresso, alegando estar legalizado e comparando sua eventual volta ao Brasil à deportação de refugiadas iranianas para uma ditadura. Condenado por coação em processo ligado a Jair Bolsonaro, ele vive no país com o irmão Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil descumprindo ordem judicial e sob investigações do STF, enquanto o PL segue como a maior força do Congresso brasileiro.
Em entrevista dada a Joey Mannarino, influenciador de direita dos Estados Unidos, durante o Cpac, evento conservador realizado nesta quinta, 5, Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou não temer ter que deixar os EUA após a eleição de muitos democratas como deputados e senadores nas eleições de meio de mandato estadunidenses.
Eduardo afirmou que não cabe ao Congresso definir questões relacionadas à revogação ou cancelamento de vistos. Além disso, ele e sua família estão em condição legal no país, assim como Flávio Bolsonaro (PL), seu irmão. Portanto, ele não teme ter que deixar o país.
Em seguida, ele compara sua condição à de mulheres refugiadas do Irã, afirmando que deportá-lo, assim como essas pessoas, seria levá-lo a uma "ditadura". Ele segue afirmando que, de fato, existe um regime opressor no Brasil.
No país, ele atuou para interferir no julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, incitando sanções ao Brasil e a juízes do país. Por isso, ele foi condenado a coação no curso do processo em outubro do mesmo ano.
Seu irmão, Flávio, fugiu do Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder as eleições presidenciais para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao deixar o país, o político descumpriu determinação da Polícia Federal que pedia entrega de passaportes e proibição de sair do Brasil.
Ele está sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedidos de recurso financeiro para Daniel Vorcaro para produção de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 2027, ele ficará sem foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos.
Apesar de ter perdido a eleição presidencial e das acusações de um regime ditatorial no país, o PL, partido da família Bolsonaro, elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados. Além disso, formou maioria também no Senado e elegeu sete governadores.