Moraes determina que PGR se manifeste sobre visitas de Flávio a Jair Bolsonaro

Senador do PL está impedido de encontrar o ex-presidente desde julho depois de divulgar carta escrita pelo pai, em prisão domiciliar

6 out 2026 - 15h43
Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu manifestação da PGR sobre a solicitação da defesa de Jair Bolsonaro para voltar a receber visitas de seu filho Flávio. O senador, que disputa a Presidência após liderar o primeiro turno, cumpre veto imposto em julho por divulgar uma carta do pai, ato visto como burla às restrições do ex-presidente em prisão domiciliar. A defesa alega caráter estritamente familiar para o encontro, enquanto a proibição judicial segue vigente até o próximo domingo.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de Jair Bolsonaro para receber visitas de Flávio, seu primogênito, candidato à Presidência pelo PL. A determinação foi proferida pelo ministro nesta terça-feira, 6.

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Ministro Alexandre de Moraes proibiu em julho visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, em prisão domiciliar.
Ministro Alexandre de Moraes proibiu em julho visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, em prisão domiciliar.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Na segunda, 5, dia seguinte ao primeiro turno das eleições, os advogados do ex-presidente protocolaram petição a Moraes para que o senador volte a visitar o pai. Flávio recebeu 47% dos votos e terminou a primeira etapa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 45%.

A defesa de Jair Bolsonaro alega que as restrições a visitas não são mais necessárias e faz menção a um encontro, de natureza familiar.

Flávio não pode visitar Jair Bolsonaro ? em prisão domiciliar em Brasília ?, desde o dia 13 de julho, quando Moraes vetou os encontros por 90 dias. A suspensão se deu depois de Flávio divulgar uma carta escrita à mão pelo pai, em meio a disputas internas no Partido Liberal (PL), ainda na pré-campanha. O texto, intitulado "Carta aos Brasileiros" foi lida em transmissão ao vivo.

À época, a conduta do senador foi interpretada pelo ministro do STF como uma manobra para burlar a proibição de que o ex-presidente se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais. Pela decisão do ministro, a restrição a visitas vale até o próximo domingo, 11.

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