Jaques Wagner, sobre PEC da escala 6x1: Flávio terá que mostrar a cara e dizer que é contra

6 out 2026 - 17h41
Resumo
O senador Jaques Wagner afirmou que a votação da PEC pelo fim da escala 6x1 depende do posicionamento de Flávio Bolsonaro, acusando a oposição de esvaziar o debate para barrar a proposta. Segundo ele, a bancada governista defende a escala 5x2 e cobra que os contrários se posicionem publicamente. Wagner também avaliou o segundo turno presidencial, defendendo a manutenção da campanha de Lula e o combate a desinformações, além de criticar atitudes oposicionistas contra a economia do país.

Ex-líder do governo no Senado e reeleito no domingo, 4, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala 6x1 depende da posição de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência da República. As declarações ocorreram no fim da tarde desta terça-feira, 6.

"Eu preciso saber do candidato a presidente Flávio. Por nós, tem acordo", afirmou. "Pelo que eu percebo, o pessoal da oposição, ou seja, os torcedores do candidato Flávio Bolsonaro não estão dando presença, na tentativa de inviabilizar o debate do fim do trabalho aos sábados", continuou.

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Wagner acrescentou: "O candidato (Flávio) terá que mostrar a cara e dizer que é contra". Segundo o senador, a bancada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguirá na defesa da votação para aprovar a escala 5x2. "Quem é contra, tem que se assumir perante a opinião pública brasileira", afirmou. "Quem é contra, que bote a cara e vote contra."

No momento em que deu a entrevista, o ex-líder do governo disse que ainda não tinha conversado com o presidente do Senado a respeito.

Em relação à campanha de segundo turno de Lula, Wagner disse ainda que não vê necessidade de mudanças na campanha de Lula no segundo turno, com relação ao primeiro turno. "Na minha opinião, não tem que mudar nada. Tem que esclarecer cada vez mais as pessoas que muitas mentiras estão sendo veiculadas através de redes."

Ele acrescentou: "Essa eleição não é a favor necessariamente do Lula, é uma eleição a favor do Brasil. Alguém que vai para o estrangeiro falar mal do meu País e pedir para prejudicar a economia brasileira está mais com cheiro de traidor da pátria do que candidato à Presidência da República".

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