Ciro fala em 'assalto' após derrota para Elmano no CE: 'Sentimento de que fomos roubados'

Candidato do PSDB também aponta Dias Toffoli como responsável por 'fraude final' diante de decisões contrárias no TSE; ex-ministro perdeu a disputa ao governo cearense com 46,22% dos votos ante 53,19% do petista

6 out 2026 - 17h47
Resumo
Após ser derrotado por Elmano de Freitas na disputa pelo governo do Ceará, Ciro Gomes declarou ter sido "roubado" e classificou o pleito como um "assalto". O político atribuiu sua perda a decisões judiciais, acusando diretamente o ministro Dias Toffoli por liberar centenas de inserções eleitorais extras ao petista na véspera da votação. Toffoli havia revogado uma punição do TRE-CE contra a campanha de Elmano, o que, segundo Ciro, configurou uma manipulação decisiva no resultado das urnas.

Ciro Gomes (PSDB) se manifestou nesta terça-feira, 6, por meio de um post no X sobre sua derrota para Elmano de Freitas (PT) na disputa ao governo do Ceará. "Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados", afirmou o político.

Elmano de Freitas e Ciro Gomes discutem durante debate no Ceará.
Elmano de Freitas e Ciro Gomes discutem durante debate no Ceará.
Foto: Reprodução/Diário do Nordeste via YouTube / Estadão

Ele culpou principalmente Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por uma "fraude final" nas urnas contra sua campanha.

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O ministro foi responsável por garantir a Elmano o direito a veiculação de propagandas políticas por mais 30 segundos por inserção do que previsto no tempo destinado à coligação do petista.

Esses segundos haviam sido retirados de Elmano como punição pela propaganda "Cironaro", veiculada por sua campanha, acompanhada da frase: "Ciro e Bolsonaro. Do mesmo jeito. Do mesmo lado". O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) havia entendido que a propaganda gerava uma falsa equivalência entre os dois políticos. A decisão, porém, foi derrubada, depois, no TSE.

Na prática, o candidato do PT recebeu direito a inserções extras de propaganda entre sexta, 2, e sábado, 3, quando o horário eleitoral gratuito já havia deixado de ser obrigatório.

"Ele autorizou mais de 900 comerciais de Elmano com Lula e seus senadores durante a sexta e o sábado quando a lei, muito clara, veda a propaganda nestes dois dias que antecedem ao pleito. Quantos cearenses aderiram ao PT por causa desta inédita bateria de propaganda?", questionou Ciro. Veja a publicação completa:

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