Michelle Bolsonaro é a mulher mais poderosa do Brasil para 15,4%, aponta pesquisa

Levantamento Meio/Ideia também sondou impacto de declarações da ex-primeira-dama sobre o racha com Flávio e intenções de voto nela para a Presidência

8 jul 2026 - 11h37
(atualizado às 11h38)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é considerada a mulher que tem mais poder hoje no Brasil por 15,4% dos entrevistados da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 8. A sondagem foi espontânea, ou seja, sem que uma lista com nomes fosse apresentada para que o entrevistado escolhesse a opção.

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No segundo lugar em menções aparece a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com 9%, seguida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, com 4,5%.

Também foram citadas a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por 2,5% dos participantes; a ex-ministra Simone Tebet (PSB), por 2%; a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), por 1,7%; a cantora Anitta, a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) e a influenciadora Virgínia Fonseca, por 1,5% dos entrevistados cada; e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, por 1,2%.

A maioria (43,5%) disse não saber, enquanto 10,4% das pessoas citaram outros nomes e 5,5% disseram "nenhuma".

A pesquisa também questionou os participantes sobre os vídeos divulgados por Michelle no fim de junho; o impacto das declarações feitas neles, como a de que ela teria sido "humilhada" pelo enteado, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ); e sondou as intenções de voto na mulher de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro, em um cenário sem Flávio.

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Para 35%, as declarações de Michelle Bolsonaro nos vídeos em que expõe conflito com Flávio são mais verdadeiras que falsas. Já 29% as consideram totalmente verdadeiras, mesmo índice dos que julgam as declarações mais falsas do que verdadeiras. Outros 6,6% não souberam avaliar e 0,3% as classificaram como totalmente falsas.

Sobre o impacto das revelações, 44,4% julgam que elas não aumentam nem diminuem a confiança na ex-primeira-dama. A confiança aumenta para 23,4% e diminui para 17,3%, enquanto 14,9% disseram não saber.

Nas gravações publicadas, ela relatou que o enteado "foi muito ríspido, a desrespeitou e maltratou ao telefone". "Eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", afirmou sobre discussão dos dois acerca das articulações do PL para as eleições no Ceará.

Michelle Bolsonaro pontuou 36% em intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Lula
Michelle Bolsonaro pontuou 36% em intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Lula
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Em um cenário de primeiro turno das eleições presidenciais com Michelle e sem Flávio Bolsonaro, a pesquisa Meio/Ideia registrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40,4% e Michelle com 29,4%. No segundo turno, Lula marcou 45% e a ex-primeira-dama 36%.

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No cenário com Flávio, o senador pontuou 32% no primeiro turno, contra 40,4% de Lula, e 40% no segundo, ante 45% do presidente.

Simulação de primeiro turno

  • Lula (PT): 40,4%
  • Michelle Bolsonaro (PL): 29,4%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 7,0%
  • Romeu Zema (Novo): 4,4%
  • Renan Santos (Missão): 3,5%
  • Aécio Neves (PSDB): 3,2%
  • Augusto Cury (Avante): 2,5%
  • Joaquim Barbosa (DC): 0,6%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,4%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
  • Edmilson Costa (PCB): 0,1%
  • Samara Martins (UP): 0,1%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 2,6%
  • Não sabe: 5,7%

Simulação de segundo turno

  • Lula (PT): 45%
  • Michelle Bolsonaro (PL): 36%
  • Branco/Nulo: 11%
  • Não sabe: 8%

Quanto aos grupos da amostra que votaria em Michelle no segundo turno, ela se destaca entre jovens de 16 a 24 anos, com 47,6% das intenções de voto dentro desse segmento; pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (44,2%); e eleitores da região Norte do País (48,4%) e eleitores da região Sul (53,2%). A maior vantagem ocorre entre evangélicos, grupo em que ela registra 63,3%, contra 17,7% de Lula.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05628/2026. O levantamento Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas por telefone, entre os dias 3 e 6 de julho. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais. Devido ao arredondamento, a soma dos porcentuais pode variar de 99% a 101%.

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