Lula diz que mudou a estratégia de comunicação para o segundo turno: 'Estou virando o rei da selfie'

Presidente faz primeiro ato de rua na campanha pelo segundo turno em Ceilândia, no Distrito Federal, e foca discurso na defesa do fim da escala 6x1

9 out 2026 - 13h02
(atualizado às 13h50)
Resumo
Em ato de campanha em Ceilândia (DF), o presidente Lula anunciou mudança na estratégia de comunicação para o segundo turno, focando mais na internet e nas redes sociais. Na ocasião, o petista defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, cobrou a apuração de desvios bilionários no BRB e criticou os adversários, associando-os aos Estados Unidos e à gestão da pandemia de Covid-19, enquanto reafirmou sua confiança na vitória eleitoral em defesa da soberania nacional.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 9, que mudou sua estratégia de comunicação na busca por votos no segundo turno. "Vai ter muito debate na televisão, vai ter debate na internet. Eu agora estou virando o rei da selfie, eu estou virando agora um internauta", afirmou o presidente.

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Durante sua primeira agenda de rua na campanha após os resultados do primeiro turno, Lula também defendeu o fim da escala 6x1 e voltou a falar na responsabilização de envolvidos no rombo bilionário no Banco Regional de Brasília (BRB). O ato ocorreu em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, junto ao candidato do PT ao governo distrital, Leandro Grass.

"Essa é a passeata de que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansar dois, fim da escala 6x1. Essa é a passeata daqueles que querem prender os ladrões do BRB e devolver o dinheiro roubado, R$ 12 bilhões", declarou o presidente. A proposta que mudaria a jornada de trabalho no Brasil tramita atualmente no Senado.

O petista disse ainda que o ato era voltado aos que "amam a bandeira verde e amarela do Brasil", enquanto seus opositores "amam a bandeira americana".

"Essa é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá, estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro", afirmou.

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O presidente ainda voltou a afirmar que ganhará o pleito, marcado para o dia 25 de outubro. "Nós vamos ganhar essas eleições. Podem ficar certos que esse País não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas da Covid-19?, declarou o petista durante a caminhada em Ceilândia.

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