Ministros do governo Lula articulam um acordo entre a Caixa e o Corinthians após o clube perder o patrocínio de uma casa de apostas vetada no país. Em estágio avançado, o pacote prevê a marca do banco no uniforme, os naming rights do estádio e uma loteria temática. O objetivo é gerar novas receitas e amortizar a dívida de cerca de R$ 630 milhões da arena com a instituição, que já concedeu alívios financeiros imediatos, como a liberação de R$ 27 milhões e a suspensão de parcela do financiamento.
Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulam um acordo de patrocínio entre a Caixa Econômica Federal e o Corinthians. Segundo informações do portal Metrópoles, as conversas envolvem a entrada do banco público como um dos principais patrocinadores do clube, a negociação dos direitos de nome da Neo Química Arena e a criação de uma loteria instantânea ligada ao time.
A negociação ganhou força após a proibição das casas de apostas esportivas no Brasil, medida que levou o Corinthians a retirar a marca Esportes da Sorte do uniforme. Nesse cenário, o clube busca alternativas comerciais para substituir a antiga patrocinadora máster.
De acordo com o Metrópoles, os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, atuam como intermediários nas conversas com a instituição financeira. Ambos são torcedores declarados do Corinthians.
O pacote em discussão prevê a presença da Caixa na camisa alvinegra e a possibilidade de o banco assumir os naming rights do estádio, atualmente batizado de Neo Química Arena. A proposta é utilizar o acordo para amortizar ou quitar a dívida do clube com a instituição, estimada em cerca de R$ 630 milhões e relacionada à construção do estádio.
Outra frente da negociação envolve a criação de uma loteria instantânea temática do Corinthians, vinculada à Caixa. A iniciativa ampliaria as possibilidades de geração de receitas para o clube e abriria uma nova modalidade de parceria comercial com o banco público.
A assessoria do Corinthians informou à coluna citada pelo Metrópoles que a negociação está "bem encaminhada" e já chegou ao conselho de administração da Caixa. Os detalhes do possível acordo, no entanto, permanecem sob reserva.
Alívio financeiro imediato
Além das conversas sobre patrocínio e naming rights, Corinthians e Caixa já avançaram em medidas relacionadas ao financiamento da arena. Um acordo permitiu a liberação de R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva vinculada ao financiamento do estádio.
Também foi suspenso por um ano o pagamento da terceira parcela de 2026 do refinanciamento da arena, no valor de R$ 27 milhões, que venceu em 25 de setembro.
A possível parceria surge em um momento de necessidade de reorganização financeira do Corinthians. Com a saída da Esportes da Sorte do uniforme, a entrada da Caixa poderia representar uma nova fonte de receitas e, ao mesmo tempo, contribuir para a renegociação da dívida do estádio.
As tratativas ainda dependem da conclusão das negociações entre o clube e o banco público. Por enquanto, segundo a posição transmitida pelo Corinthians, o pacote está em estágio avançado de discussão.