Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado em discussão de trânsito em SP

Defesa do motorista alega que seu cliente fugiu do local para proteger a família que estava no carro; ele foi indiciado por homicídio doloso

6 out 2026 - 12h46
(atualizado às 13h09)
Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos.
Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

O dentista Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Guilherme Boulos, morreu aos 80 anos nesta terça-feira, 6. A informação foi confirmada ao Terra. Ele estava internado no Hospital das Clínicas, na capital paulista, desde que foi atropelado após uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, na noite do último sábado, 3. 

O desentendimento teria começado depois que os veículos conduzidos pelos dois homens colidiram, segundo informações de testemunhas à Secretaria da Segurança Pública (SSP). Inicialmente, o caso era investigado como tentativa de homicídio, mas com a morte de Carlos, a tipificação mudou para homicídio doloso.

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Carlos estava ao volante de uma caminhonete e, após descer do veículo para conversar com o outro motorista depois da batida, foi atingido pelo carro, que avançou em sua direção, conforme relatado à polícia. 

Tio de Guilherme Boulos é atropelado após briga de trânsito em SP
Foto: Reprodução/TV Globo

Após o atropelamento, o tio do ministro recebeu atendimento e foi levado a uma unidade de saúde. O condutor do automóvel deixou o local sem prestar socorro. Imagens registradas durante a ocorrência possibilitaram a identificação das placas do veículo, informou a pasta. 

Nesta segunda, 5, o motorista suspeito de atropelar Carlos foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. À reportagem, o advogado Natan Tolintino afirmou que o motorista saiu do local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa e o filho, que também estavam em seu carro.

“A defesa sustenta que Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor. Essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares”, declarou. 

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Ainda conforme Tolintino, Carlos teria se aproximado nervoso e gesticulando, o que teria causado medo na família. A defesa afirmou ainda que a dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, perícia e demais elementos da investigação.

A SSP confirmou que o caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação) e que o motorista foi indiciado por homicídio doloso. 

Fonte: Portal Terra
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