Motorista que atropelou tio de Boulos é liberado após prestar depoimento em SP

Defesa alega que seu cliente fugiu do local para proteger a família que estava no carro; ele foi indiciado por tentativa de homicídio

6 out 2026 - 09h59
(atualizado às 10h20)
Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos.
Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

O motorista suspeito de atropelar Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL-SP), foi ouvido pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 6, e liberado após prestar depoimento. 

O caso ocorreu durante uma briga de trânsito na Avenida 23 de Maio, na região central da capital paulista, na noite do último sábado, 3. O desentendimento teria começado depois que os veículos conduzidos pelos dois homens colidiram, segundo informações de testemunhas à Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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Carlos estava ao volante de uma caminhonete e, após descer do veículo para conversar com o outro motorista depois da batida, foi atingido pelo carro, que avançou em sua direção, conforme relatado à polícia. 

Após o atropelamento, o tio do ministro recebeu atendimento e foi levado a uma unidade de saúde. O condutor do automóvel deixou o local sem prestar socorro. Imagens registradas durante a ocorrência possibilitaram a identificação das placas do veículo, informou a pasta. 

Tio de Guilherme Boulos é atropelado após briga de trânsito em SP
Foto: Reprodução/TV Globo

Ao Terra, o advogado Natan Tolintino afirmou que o motorista saiu do local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa e o filho, que também estavam em seu carro. “A defesa sustenta que Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor. Essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares”, declarou. 

Ainda conforme Tolintino, Carlos teria se aproximado nervoso e gesticulando, o que teria causado medo na família. A própria defesa confirmou que ele foi indiciado por tentativa de homicídio e a dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, perícia e demais elementos da investigação.

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O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como tentativa de homicídio.

Fonte: Portal Terra
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