Lula diz que Marco Rubio é "anti-América Latina" e não gosta do Brasil

Pouco depois, secretário americano exclui país de grupo de aliados dos EUA

2 jun 2026 - 16h40
(atualizado às 16h50)
O presidente Lula (PT).
O presidente Lula (PT).
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 2, que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, é "anti-América Latina" e que não gosta do Brasil. A declaração foi dada durante um evento em Catalão, Goiás.

Lula comentava a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que concluiu preliminarmente que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam "irracionais" ou prejudicariam o comércio norte-americano e recomendou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

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"Eu tive três horas de conversa com o presidente Trump. O tal do Marco Rubio, que é o chefe do Departamento de Estado, o anti-América Latina, inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos e que — eu já disse ao Trump — não gosta do Brasil, não estava na reunião que eu fiz com Trump", afirmou.

O presidente também acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de interferir na relação entre os dois países e de atuar em favor das medidas adotadas por Washington durante o evento.

A fala ocorreu poucas horas antes de Rubio excluir o Brasil do grupo de países que considera aliados dos Estados Unidos no hemisfério. Ao comentar a relação de Washington com a América Latina, o secretário afirmou que, com exceção de Nicarágua, Cuba, Venezuela, Brasil e do atual governo da Colômbia, a região é formada por países e líderes amigáveis aos interesses americanos.

Brasil e Estados Unidos voltaram a enfrentar atritos diplomáticos após um encontro entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump. Na ocasião, Trump afirmou que a reunião com o brasileiro, a quem chamou de "dinâmico", foi "muito boa" e que os dois discutiram comércio e tarifas.

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No entanto, uma investigação conduzida pelo USTR concluiu preliminarmente que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam "irracionais" ou prejudicariam o comércio norte-americano.

Com base nesse entendimento, o governo Trump propôs uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida ainda passará por consulta pública e audiência antes de uma decisão final.

O governo federal reagiu à conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil. Em nota divulgada nesta terça-feira, 2, o Palácio do Planalto afirmou receber com "indignação" a decisão anunciada.

Fonte: Portal Terra
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