Lula diz que é candidato mais uma vez para acabar com invisibilidade da população mais pobre

22 ago 2026 - 15h16
Resumo
Em ato de campanha no Rio de Janeiro, o presidente Lula justificou sua candidatura à reeleição pelo compromisso de combater a invisibilidade dos mais pobres com inclusão e educação. No evento em Bangu, ele defendeu a expansão de institutos federais, escolas em tempo integral e programas como o Pé-de-Meia, argumentando que a formação profissional dos jovens é um investimento mais econômico e transformador do que os custos com a criminalidade, cobrando atenção e respeito às periferias.

Em seu primeiro ato de campanha no Rio de Janeiro, o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), justificou sua candidatura como parte de um projeto para tirar da invisibilidade as pessoas mais pobres. Isso passa, segundo Lula, pela continuidade das políticas de inclusão e pela ampliação do acesso à educação.

"Eu cheguei três vezes ao cargo de presidente e vou chegar a quarta vez para fazer mais institutos federais, para garantir que teremos escola em tempo integral em todas as escolas públicas", declarou o petista, durante o evento neste sábado, 22, no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

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Ao lembrar que, só no Rio de Janeiro, quase 700 mil alunos são atendidos pelo programa Pé-de-Meia, Lula defendeu a necessidade de políticas desse tipo como investimento no futuro. "Quando alguém diz que educação custa caro, eu desafio a se perguntar: quanto custou, até hoje, não investir? O Fernandinho Beira-Mar na cadeia custa o dobro do que o necessário para formar uma menina médica", afirmou.

E argumentou: "O sonho de cada mãe e de cada pai não é deixar herança para o filho, é deixar uma profissão para o filho. Posso dizer a vocês, sem nenhum desrespeito aos outros, que ninguém fez mais políticas de inclusão neste país."

Lula disse "estar feliz" por o lançamento da campanha ser no estádio de um clube que tem ligação histórica com o Corinthians. No fim da década de 1960 e no início da de 1970, o ponta-direita Paulo Borges e o ponta-esquerda Aladim foram vendidos pelo clube do subúrbio carioca.

Ele ainda criticou quem quer ocupar espaços de poder sem olhar para as demandas de quem está mais distante dos centros das cidades. "Todo político tem que olhar a periferia do Rio de Janeiro com respeito."

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