A senadora eleita Luizianne Lins (Rede-CE) criticou como "cinismo" o apoio de aliados de Ciro Gomes a Flávio Bolsonaro, apontando incoerência política devido ao histórico de críticas de Ciro à família Bolsonaro. Em contrapartida, Luizianne foca na mobilização regional ao lado de governadores aliados para alavancar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva no Ceará, buscando atingir 70% dos votos válidos no estado durante o segundo turno e, com isso, compensar a disputa em âmbito nacional.
A senadora eleita pelo Ceará Luizianne Lins (Rede) classificou como "cinismo" o apoio de aliados do ex-governador Ciro Gomes (PSDB) ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Cinismo meio estabelecido. O Roberto Cláudio, que foi o vice, os dois candidatos ao Senado, se colocam como apoiadores ao Flávio, mas você não vê o mesmo movimento em relação ao próprio candidato. Eles usam 'time Ciro Gomes', talvez pelas contradições", disse à rádio CBN/OPovo.
Luizianne também lembrou as críticas anteriores de Ciro à família Bolsonaro e afirmou que uma eventual adesão pública do tucano a Flávio comprometeria sua coerência política.
A senadora eleita informou ainda que participará de uma agenda em Mossoró (RN), ao lado do governador cearense Elmano de Freitas (PT) e de outros governadores aliados, em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato ao governo potiguar Cadu de Lula (PT).
Segundo ela, seu grupo busca levar Lula a 70% dos votos no Estado no segundo turno.
"Nosso grande desafio é conseguir aumentar, temos falado muito de chegar a 70% para o Lula no Ceará", declarou a senadora eleita.
Segundo Luizianne, a ampliação da votação no Estado ajudaria a compensar a diferença nacional entre os candidatos.