Cinco estados e o Distrito Federal decidem a eleição para governador no segundo turno, reunindo cerca de 12,5 milhões de eleitores. As disputas ocorrem no AC, AM, ES, RN, TO e DF, com AC, ES e DF tendo chegado perto da definição já na primeira etapa, com candidatos batendo quase 50% dos votos. Além do comando estadual, o resultado pode alterar a composição do Senado, já que três senadores concorrem aos governos de seus estados, e pesquisas indicam cenários de virada e consolidação de lideranças.
Eleitores de cinco Estados e do Distrito Federal voltam às urnas neste domingo, 25, para escolher quem assume o cargo de governador neste segundo turno das eleições de 2026. Em outros 21 Estados o novo governo foi definido ainda no primeiro turno, um recorde desde a redemocratização brasileira.
Candidatos do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal disputam o cargo de governador. Somando os eleitores aptos em primeiro turno, os Estados totalizam 12.477.581 votantes, cerca de 7,86% do total brasileiro.
A disputa ficou próxima de uma resolução em primeiro turno nos Estados do Acre, Espírito Santo e no Distrito Federal, em que um dos candidatos recebeu votos de 49% dos eleitores, ficando próximo ao necessário para vencer a disputa, de 50% mais um.
O resultado do segundo turno para governador pode ainda alterar a composição do Senado em três Estados, nos quais um dos candidatos envolvidos na disputa para o segundo turno exerce cargo de Senador da República: Alan Rick (Republicanos) pelo Acre, Omar Aziz (PSD) no Amazonas e Professora Dorinha (União) pelo Tocantins.
Acre
A disputa para o governo do estado no Acre não foi decidida em primeiro turno por menos de 1% dos votos. Mailza Assis (PP) foi a escolhida por 49,76% dos eleitores, totalizando 218.740 votos.
A disputa pelo Estado no segundo turno será contra o senador Alan Rick (Republicanos), que, com 141.859 votos, foi o candidato selecionado por 32,27% dos eleitores que compareceram no Acre.
Para o segundo turno, a pesquisa Quaest AC-05379/2026, publicada na terça-feira, 13, mantém a previsão próxima ao resultado do primeiro turno. A análise indica 49% das intenções de voto para a candidata à reeleição, Mailza Assis, enquanto o senador Alan Rick registra 32%. A margem de erro é de 3%.
Amazonas
No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) foi o mais votado no primeiro turno, com 40,63% dos votos válidos, sendo o escolhido por um total de 841.846 eleitores.
Concorre contra ele no segundo turno ao governo do Estado a Professora Maria do Carmo (PL), que, com 507.335 votos, totalizou 24,49% dos eleitores.
A pesquisa Quaest AM-09760/2026, divulgada também na terça-feira, 13, com margem de 3 pontos porcentuais, mostra Omar Aziz com 51% dos votos. A candidata Professora Maria do Carmo registra 37%.
Espírito Santo
A disputa no Espírito Santo ficou próxima de ser encerrada ainda no primeiro turno. Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi registrou 49,95% dos votos válidos, recebendo 1.048.633 votos.
Seu adversário no segundo turno da corrida eleitoral para governador será Ricardo Ferraço (MDB), que avançou com com 719.397 votos, totalizando 34,06% dos votos válidos.
No segundo turno, a pesquisa Quaest, com registro ES-00468/2026, aponta Lorenzo Pazolini com uma previsão de 47% dos votos totais. A estimativa para seu adversário, Ricardo Ferraço, é de crescimento nas urnas, com projeção de alcançar 38% dos votos totais. A margem de erro é de 3% na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 14.
Rio Grande do Norte
No primeiro turno, pleito para governador no Rio Grande do Norte terminou apertado. Allyson (União) ficou à frente, com 36,94% dos votos válidos, totalizando 733.809 votos.
Por uma margem apertada, Cadu de Lula ficou em segundo, registrando 718.300 votos, o que representa 36,16% dos votos válidos.
De acordo com a pesquisa Quaest RN-03210/2026, divulgada nesta terça-feira, 13, ambos os candidatos crescem proporcionalmente. Allyson aparece com 45% das intenções de voto totais, enquanto Cadu de Lula conquista 42% dos eleitores. A margem de erro é de 3%.
Tocantins
No Tocantins, Professora Dorinha (União) saiu à frente no primeiro turno, conquistando 45,52% dos votos válidos, com 386.260 apoiadores comparecendo às urnas.
A votação para Vicentinho Júnior (PSDB) ficou um pouco abaixo nas urnas, sendo a escolha de 43,94% dos eleitores, em um primeiro turno que garantiu 372.848 votos.
A previsão para o segundo turno, divulgada pela pesquisa Quaest TO-03829/2026, inverte o cenário, com Vicentinho indo a 49% dos votos totais, enquanto Professora Dorinha fica com 42% das intenções de voto. A estimativa foi divulgada nesta quarta-feira, 14, com margem de erro de 3%.
Distrito Federal
O Distrito Federal foi onde a disputa eleitoral para governador ficou mais próxima da resolução em primeiro turno. Celina Leão (PP) fez 825.530 votos, o equivalente a 49,96% dos votos válidos.
Seu adversário no dia 25 será Leandro Grassi (PT), que foi o segundo colocado no primeiro turno da eleição, conquistando 569.930 votos e totalizando 34,47% dos válidos.
O cenário do Distrito Federal para o segundo turno, de acordo com a pesquisa Quaest DF-08737/2026, divulgada na segunda-feira, 12, aumenta a diferença de votos. Celina Leão aparece com apoio de 53% das intenções de votos totais, enquanto a estimativa para Leandro Grassi vai a 33%, com margem de erro em 3 pontos porcentuais.
O Datafolha, pesquisa DF-03365/2026, também consultou eleitores do estado, chegando a um distanciamento ainda maior entre os candidatos. No levantamento divulgado pouco depois do primeiro turno, na quinta-feira, 8, a candidata do PP alcança 55% das intenções de voto, enquanto o petista conquista 37% dos eleitores. A margem de erro segue em 3%.