O presidente do STF, Edson Fachin, deve decidir sobre o pedido da Polícia Federal por mais prazo para concluir o inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, investigado por tráfico de influência em fraudes no INSS. Embora o caso seja de relatoria de André Mendonça, o processo foi retido na presidência do tribunal, paralisando as apurações. A tendência é que Fachin conceda a prorrogação após o segundo turno das eleições, embasado por parecer da PGR, antes de devolver os autos ao gabinete do relator.
Caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, conceder ou não prazo extra para a Polícia Federal concluir as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o filho de Luiz Inácio Lula da Silva conhecido como Lulinha. O caso é de relatoria do ministro André Mendonça, mas está há mais de um mês na mesa de Fachin.
Em 12 de setembro, Fachin pediu que as investigações sobre os desvios no INSS e as fraudes do Banco Master deixassem o gabinete de Mendonça rumo à presidência da Corte. As apurações estão paralisadas desde então.
Em 25 de setembro, o relator enviou ofício a Fachin perguntando se os inquéritos ficarão na presidência, ou se retornarão ao gabinete de Mendonça. Não foi definido prazo para as investigações serem devolvidas ao relator.
Diante do pedido da PF, Fachin deve julgar ele mesmo o pedido de prazo extra para a conclusão do inquérito sobre Lulinha, que está inserido no escândalo do INSS. O filho mais velho do presidente é investigado por tráfico de influência no governo.
O mais provável é que a autorização seja concedida. Segundo pessoas próximas do ministro, a decisão deve ser tomada após o segundo turno, marcado para domingo, 25.
Ainda segundo auxiliares de Fachin, ele deve tomar a decisão antes de devolver a investigação a Mendonça com base no parecer enviado pela Procuradoria-Geral a República (PGR) ao STF na segunda-feira, 19.
"Com a decisão de serem enfeixados os processos referidos às operações Compliance Zero e Sem Desconto nesta PET 16.704 aos cuidados da Presidência do STF, as decisões, especialmente de maior urgência, a que o Tribunal é chamado a tomar, hão de ficar confiadas ao superior descortino de V. Exa, Ministro Presidente", diz o documento.