Jovem nega ser filha de Alfredo Gaspar em vídeo divulgado pelo deputado após acusação de estupro

Senadora Soraya Thronicke, que denunciou o relator da CPI do INSS por suposto crime de abuso sexual, diz que moça não tem ligação com o caso reportado por ela à polícia

28 mar 2026 - 16h26

Após o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL) ter sido acusado de estupro e tentativa de suborno pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), ele expôs documentos em sua defesa.

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Os parlamentares acusam o deputado alagoano de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos. A menina, conforme a denúncia de Lindbergh e Soraya, teria engravidado e gerado uma criança.

Gaspar apresentou um teste de paternidade e o depoimento da moça que seria fruto do suposto estupro. No vídeo, a mulher desmente que seja filha de Gaspar e também mostra o teste de DNA.

O relator da CPI do INSS afirma que a história, na verdade, refere-se ao seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teve relação sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.

"Ressalto que não sou fruto de estupro algum, nem conheço pessoalmente o Alfredo Gaspar", afirma a moça no vídeo apresentado por Gaspar. "É muito triste comparar, por eles serem primos e terem o mesmo sobrenome, uma história descabida", acrescenta ela, que também diz não ter contato frequente com a família do pai biológico.

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Soraya Thronicke rebate explicação

Em publicação no X (antigo Twitter), Soraya Thronicke informou que a história que Gaspar apresentou não tem relação com as acusações que a senadora e o deputado Lindbergh expuseram. "Ele apresentou outro caso que nada tem a ver com a denúncia. Estamos tratando de uma possível filha de 8 anos, cuja mãe tem 21. Façam as contas!"

Eles também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares dizem que isso "reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos".

Os dois parlamentares afirmam ter encaminhado à PF prints (reproduções) de conversas e "informações complementares", mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima

Esse intermediador teria feito pagamento de R$ 70 mil à mulher, e outros R$ 400 mil estariam sendo negociados, "sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade".

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