A pesquisa Indexa/Broadcast aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno (43% a 42%) e no 1º turno (38% a 34%), marcando a menor distância histórica entre ambos. Os dois lideram a rejeição com 49% cada. Na avaliação de gestão, o governo Lula tem 45% de desaprovação contra 34% de aprovação, e 54% dos eleitores afirmam que o petista não merece a reeleição. A sondagem ouviu 2.000 pessoas entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 43% das intenções de voto, ante 42% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em uma simulação de segundo turno da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira, 15. A diferença entre os dois passou de cinco pontos porcentuais em agosto para um ponto em setembro, configurando empate técnico.
Na comparação com a rodada anterior, Lula recuou três pontos, de 46% para 43%, enquanto Flávio oscilou um ponto para cima, de 41% para 42%. É a menor distância entre os dois na série apresentada pelo instituto, iniciada em maio. Naquele mês, o petista tinha 46%, ante 41% do adversário.
A diferença foi de seis pontos em junho e de sete em julho, antes de diminuir nas duas rodadas seguintes. Esse é o segundo levantamento fruto da parceria firmada entre o Estadão/Broadcast e a Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.
Lula também aparece numericamente à frente nos outros quatro confrontos apresentados, mas os intervalos indicados pela pesquisa apontam empate técnico com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e com o escritor Augusto Cury (Avante).
Contra Caiado, o presidente tem 43%, ante 39% do adversário. Em agosto, os porcentuais eram de 44% e 38%, respectivamente.
Na simulação contra Cury, Lula registra 41%, enquanto o adversário tem 39%. Já diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista marca 45%, ante 34%, mesmos índices da rodada anterior. No confronto com o influenciador Renan Santos (Missão), Lula tem 45%, contra 35%.
No duelo entre Lula e Flávio, os resultados por sexo mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 46%, ante 39% do senador; entre os homens, Flávio registra 46%, e Lula, 39%.
No recorte regional, Lula alcança 57% no Nordeste, contra 30% de Flávio. No Sul, o senador tem 56%, ante 31% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 51% para Flávio e 31% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 44%, e o petista, com 40%. No Norte, Lula registra 44%, ante 41% do adversário.Entre os católicos, Lula tem 47%, e Flávio, 39%. Entre os evangélicos, o senador marca 55%, ante 30% do presidente. No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 47%, contra 37% de Flávio. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 47%, e Lula, 39%.
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 10 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
No 1º turno, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 34%
Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, ante 34% de Flávio, mostra também a pesquisa. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Na comparação com agosto, Lula oscilou um ponto para baixo, de 39% para 38%, enquanto Flávio manteve os 34%. Com isso, a distância entre os dois passou de cinco para quatro pontos porcentuais, a menor da série iniciada em maio.
Augusto Cury avançou de 1% para 6% e aparece numericamente em terceiro lugar. Caiado registra 4%, seguido por Renan Santos, com 3%, e Zema, com 1%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) aparecem com 0% cada.
Lula registra a terceira queda numérica consecutiva na série. O petista tinha 39% em maio, chegou a 42% em junho e passou a 41% em julho, 39% em agosto e 38% em setembro. Flávio marcou 30% em maio, 31% em junho e 30% em julho, antes de alcançar 34% em agosto e repetir o índice nesta rodada.
Lula e Flávio Bolsonaro têm a maior rejeição
Lula e Flávio têm, cada um, 49% de rejeição, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast. O porcentual de eleitores que dizem que jamais votariam em cada um dos dois permaneceu no mesmo patamar de agosto.
Entre os entrevistados, 36% afirmam que com certeza votariam em Lula, ante 38% na rodada anterior. Outros 14% dizem que poderiam votar no presidente, contra 10% em agosto. A parcela que não o conhece o suficiente para opinar permaneceu em 1%.
No caso de Flávio, o porcentual dos que com certeza votariam nele oscilou de 34% para 33%, enquanto o grupo que poderia escolhê-lo passou de 13% para 14%. Outros 3% continuam afirmando que não o conhecem o suficiente.
Somadas as parcelas dos que com certeza votariam e dos que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 50%, enquanto o de Flávio chega a 47%.
Entre os demais nomes apresentados, Zema tem 39% de rejeição; Renan Santos, 38%; Caiado (PSD), 33%; e Cury, 28%. Os porcentuais dos que dizem não conhecer esses candidatos o suficiente são de 24%, 29%, 18% e 34%, respectivamente.
Caiado tem potencial eleitoral de 46%, composto por 4% que com certeza votariam nele e 42% que poderiam fazê-lo. Cury soma 36%, Zema alcança 32% e Renan, 30%.
A pesquisa também perguntou o que os eleitores mais temem na disputa política atual. Um novo mandato de Lula foi citado por 38%, ante 39% em agosto, enquanto a volta da família Bolsonaro ao poder foi mencionada por 36%, contra 39% anteriormente.
Outros 10% disseram temer as duas possibilidades, ante 9%, e 10% afirmaram não ter medo de nenhuma delas, contra 11%. A parcela que não soube ou não opinou passou de 2% para 6%.
Governo Lula tem 45% de avaliação negativa e 34% de positiva
A avaliação negativa do governo do presidente Lula passou de 43% em agosto para 45% em setembro, enquanto a positiva oscilou de 35% para 34%, mostra a pesquisa. A parcela que considera a gestão regular permaneceu em 19%.
A avaliação negativa reúne 35% que classificam o governo como péssimo e 10% que o consideram ruim. Em agosto, os índices eram de 32% e 11%, respectivamente. Já a avaliação positiva é composta por 14% que veem a gestão como ótima, ante 15%, e 20% que a classificam como boa, mesmo porcentual da rodada anterior.
Em uma pergunta separada, sobre a forma de administrar do presidente, 50% dizem desaprovar Lula e 46% afirmam aprová-lo. Os dois índices repetem os resultados de agosto.
O levantamento mostra ainda que 54% dos eleitores consideram que Lula não merece mais quatro anos de mandato, ante 51% na pesquisa anterior. Outros 39% avaliam que o presidente merece um novo mandato, contra 41% em agosto. A diferença entre os dois grupos passou de dez para 15 pontos porcentuais.
A pesquisa destaca ainda que 38% afirmam ter medo de novo mandato de Lula e 36% da volta da família Bolsonaro.
No recorte regional da avaliação do governo, a soma de ruim e péssimo chega a 61% no Sul e a 51% no Centro-Oeste. No Sudeste, a avaliação negativa é de 48%; no Norte, de 44%; e no Nordeste, de 31%. A avaliação positiva nessas regiões é de 19%, 29%, 34%, 34% e 43%, respectivamente.
Entre os homens, 48% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 29% a consideram ótima ou boa. Entre as mulheres, os índices são de 41% e 39%.
No recorte por religião, o governo tem avaliação negativa de 56% entre os evangélicos, ante 24% de positiva. Entre os católicos, 42% consideram a gestão ruim ou péssima, e 38%, ótima ou boa.