O presidente da Câmara, Hugo Motta, reuniu-se com líderes do Centrão para discutir uma reforma política no sistema eleitoral legislativo. A movimentação visa conter o avanço da bancada bolsonarista, impulsionada por puxadores de voto da internet. Os parlamentares avaliam substituir o atual modelo proporcional pelo voto distrital misto ou pelo distritão, formato no qual apenas os candidatos mais votados individualmente se elegem, sem a divisão de vagas com base no desempenho dos partidos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), está reunido com líderes partidários para discutir sobre a proposta de reforma política, na manhã desta quarta-feira, 28, na residência oficial da Presidência da Câmara, em Brasília.
Estão no encontro líderes dos partidos União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos.
Nos bastidores, há uma intenção dos líderes do Centrão de colocar em votação mudanças no processo eleitoral legislativo, diante do aumento da bancada bolsonarista, puxada por destaques das redes sociais como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).
Os líderes ainda não decidiram qual será o modelo a ser adotado. Atualmente, os parlamentares são eleitos por um sistema proporcional, que mistura a quantidade de votos a cada deputado e a votação que cada partido recebe.
As lideranças do Centrão discutem se vão implementar o modelo do voto distrital misto ou do distritão. No distrital misto, os Estados são divididos em distritos eleitorais, e cada eleitor tem direito a dois votos: um para deputado que representa a sua região e outro para o partido.
No distritão, vencem os deputados que tiverem mais votos, independentemente da quantidade de votos que os partidos receberam, sem distribuição entre as legendas baseada em proporcionalidade.