Governo manifesta 'indignação' a tarifas dos EUA e acusa bolsonaristas de atuar contra interesses do Brasil

Planalto critica conclusões do governo Trump, defende relações comerciais com os Estados Unidos e não descarta medidas de reciprocidade

2 jun 2026 - 14h31
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal reagiu à conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil. Em nota divulgada nesta terça-feira, 2, o Palácio do Planalto afirmou receber com "indignação" a decisão anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros após apontar supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

"Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares", diz a nota. 

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No comunicado, o governo também atribuiu a abertura da investigação à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que as negociações conduzidas entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump estariam sendo prejudicadas por interesses políticos.

"Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais. É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com o envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares".

O texto ainda destaca que as conversas bilaterais seguem em andamento para tentar evitar a adoção das medidas até o prazo previsto para 15 de julho.

Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro visitaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca na última semana de maio.
Foto: Eduardo Bolsonaro via Facebook / Estadão

**Este texto está em atualização.

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Fonte: Portal Terra
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