China e Brasil se comprometem a resistir conjuntamente aos desafios externos

Os dois países concordaram em aprofundar a cooperação, salvaguardar a ⁠paz e a estabilidade mundiais e defender direitos

2 jun 2026 - 06h44
(atualizado às 07h51)
(Imagem de arquivo de 14/04/2023) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante Cerimônia de Assinatura de Atos em Pequim, China.
(Imagem de arquivo de 14/04/2023) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante Cerimônia de Assinatura de Atos em Pequim, China.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A China e o Brasil devem "enfrentar ‌conjuntamente os desafios externos", disse o ministro das Relações Exteriores da China ao seu colega brasileiro em Pequim na segunda-feira, 1º, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Os dois países concordaram em aprofundar a cooperação, salvaguardar a ⁠paz e a estabilidade mundiais e defender os direitos e interesses ‌dos países em desenvolvimento.

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O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, manteve o que a China chamou de "diálogo estratégico" com ‌o ministro brasileiro Mauro Vieira.

Como membros ‌importantes do grupo Brics de nações em desenvolvimento, Pequim ⁠e Brasília estão pressionando por uma ordem mundial multipolar, buscando diluir o domínio dos Estados Unidos nas instituições financeiras e políticas globais.

A reunião ocorreu depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a decisão dos Estados Unidos designarem o ‌Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas ‌internacionais, chamando a medida ⁠de interferência ⁠indevida nos assuntos internos de seu país.

O anúncio dos Estados Unidos foi ⁠feito após os esforços de ‌lobby em Washington pelos ‌filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em uma reunião com Trump na semana passada em Washington, o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que está se preparando para concorrer à presidência, disse que ⁠havia pedido aos Estados Unidos que classificassem as facções criminosas como terroristas.

Wang disse que a China "apoia o Brasil na salvaguarda de sua soberania nacional, mantendo sua independência e autonomia e alcançando um maior desenvolvimento." ‌A declaração do Ministério das Relações Exteriores não abordou diretamente a designação dos Estados Unidos.

Wang e Vieira também "conduziram uma comunicação estratégica ⁠abrangente e aprofundada sobre questões internacionais e regionais de interesse comum, chegando a um amplo consenso", disse o comunicado. Eles pediram mais certeza no que chamaram de um mundo turbulento.

Embora o Brasil tenha enfrentado uma pressão crescente de Washington para limitar seus laços com Pequim, os dois países têm colaborado ativamente em questões de segurança global, incluindo esforços diplomáticos no conflito na Ucrânia.

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A China é o maior parceiro comercial do Brasil, e o Brasil é um grande exportador de soja, carne bovina e minério de ferro para a China.

O que muda com classificação dos EUA do PCC e Comando Vermelho como terroristas
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