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Comissão Europeia promete ações mais duras no comércio com a China

30 mai 2026 - 14h06
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A relação comercial e de ‌investimentos da União Europeia com a China "não é sustentável", afirmou a Comissão Europeia na sexta-feira, prometendo uma resposta mais forte enquanto os comissários discutiam a melhor forma de proteger as indústrias europeias do aumento das importações chinesas.

Os comissários estavam apresentando ideias antes de uma reunião de cúpula dos líderes da ⁠UE nos dias 18 e 19 de junho, e as possíveis propostas ‌poderiam incluir forçar as empresas da UE a diversificar as cadeias de suprimentos ou introduzir novos mecanismos comerciais para restringir o acesso da China ‌ao mercado da UE em produtos químicos, metais ‌e tecnologia de energia limpa.

"Como os interesses econômicos e de segurança ⁠estão cada vez mais interligados, ambas as dimensões exigirão uma resposta mais robusta e coerente", disse a Comissão.

Não se espera que nenhuma proposta concreta de resposta seja anunciada até o terceiro trimestre deste ano.

Os governos ocidentais estão tentando reverter parte da terceirização para a China, que atingiu o pico no ‌início dos anos 2000, esgotando o know-how industrial em seus países, especialmente nos ‌Estados Unidos e nos membros ⁠da UE.

O Ministério ⁠do Comércio da China disse neste sábado, em resposta, que a Europa deveria obedecer ⁠às regras da Organização Mundial do ‌Comércio (OMC), defender o livre comércio ‌e a concorrência justa e se opor firmemente ao protecionismo e ao unilateralismo.

"Caso a UE insista em introduzir unilateralmente novos instrumentos comerciais e impor restrições discriminatórias, a China tomará resolutamente contramedidas e adotará medidas eficazes ⁠para salvaguardar seus próprios interesses", afirmou em um comunicado online.

As nações ricas do Grupo dos Sete (G7) também abordarão os desequilíbrios comerciais e o excesso de capacidade em uma reunião de cúpula em meados de junho, à medida que a China flexiona cada vez ‌mais seu domínio sobre terras raras e outros metais que são essenciais para setores como defesa, tecnologia, energia e indústrias automotivas.

O presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, defendeu o conceito "America First" (América em primeiro lugar) e, no início deste ano, a UE propôs uma nova política "Buy European" (Compre europeu) e a RESourceEU (Recursos da UE) para acelerar o desenvolvimento de cadeias de suprimento de minerais essenciais na UE, bem como parcerias com países ricos em minerais, da Ásia Central à Austrália e ao Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores da China acusou a UE na quinta-feira de usar dados comerciais de forma seletiva para justificar alegações de desequilíbrios e ameaçou repetidamente com "fortes contramedidas" caso a UE adotasse a "Buy European" e políticas revisadas de soberania tecnológica. A China rejeita a noção de que suas práticas comerciais sejam injustas.

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