BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, admitiu ter mencionado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro realizado ontem, 26, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Questionado se Trump teria citado Lula, Flávio respondeu: "Não, eu que, na verdade, quis separar quem é Flávio e quem é Lula. Só isso, nesse contexto", declarou a jornalistas em Washington.
Como mostrou o Estadão, o encontro teve elogio a Lula e uma pergunta sobre a prisão de Bolsonaro. Veja bastidores.
Flávio disse ter se reunido nesta quarta-feira, 27, com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo Flávio, as conversas foram "cordiais" e serviram para o senador reforçar o pedido de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. O pré-candidato também esteve com o secretário-adjunto de Estado Christopher Landau, número dois da diplomacia daquele País.
Indagado sobre por que a Casa Branca não se pronunciou sobre o encontro, Flávio afirmou: "Não sei, só sei que estou muito honrado em ser recebido pelas mais altas autoridades da maior democracia do mundo. Demonstra preocupação com o que está acontecendo no Brasil", falou.
"Não estou passeando em Washington. Quem não responderia um convite do presidente dos Estados Unidos?", perguntou.