Eduardo Bolsonaro descarta processar Ricardo Salles: 'Tá de cabeça quente'

Salles acusou Eduardo de fazer um acordo financeiro para apoiar a candidatura de André do Prado ao Senado

11 mai 2026 - 20h09

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nesta segunda-feira, 11, respondendo às críticas feitas pelo deputado e ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo-SP). Após o anúncio da pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, ao Senado, os dois trocaram diversas acusações nas redes sociais.

Salles chegou a dizer em uma entrevista ao podcast IronTalks no último sábado, 9, que haveria indícios de um acordo financeiro com Eduardo para o apoiar a candidatura de André do Prado. Em um vídeo de mais de 40 minutos, o filho de Jair Bolsonaro (PL) rebateu Salles e afirmou que o ex-ministro "partiu para a calúnia" ao dizer que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar do Prado.

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Eduardo Bolsonaro publicou vídeo de 40 minutos rebatendo as críticas de Ricardo Salles
Eduardo Bolsonaro publicou vídeo de 40 minutos rebatendo as críticas de Ricardo Salles
Foto: @SBT News via YouTube / Estadão

"Eu vou falar aqui, não vou processar o Salles, tá? Tá de cabeça quente, tá aqui falando m****. Agora, se o André do Prado quiser processar, eu também não vou fazer nada", disse Eduardo. "Eu quero que você prove, Salles, que tem algum acordo financeiro entre eu e o André do Prado. Eu quero que você diga onde é que tá sua suspeita. Eu quero que você prove o que você tá falando. Por que você tá falando o que? Você tá falando que eu sou corrupto, você tá falando que eu sou vendido", afirmou.

A troca de farpas começou no momento da confirmação de Prado como pré-candidato do PL com apoio de Eduardo, que antes defendia um nome mais ideológico para a vaga. Eduardo, contudo, mudou de ideia e passou a apoiar do Prado após uma série de negociações com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. O filho de Bolsonaro afirma que será candidato a suplente do presidente da Alesp.

Antes da escolha, Salles escreveu numa rede social que não acreditava que Eduardo "se sujeitasse a ser suplente do pupilo do Valdemar", e que o ex-deputado "nunca se deu bem com essa turma corrupta do centrão fisiológico e anti-ideológico, que é justamente a ala valdemarista do PL". E completou: "Ele não vai se deixar usar por eles".

Eduardo não gostou do comentário. Numa entrevista ao canal do YouTube Auriverde Brasil, o ex-deputado afirmou que abriu mão do mandato na Câmara e de disputar o Senado, "ao contrário do Ricardo Salles, que, enfrentando um processo no STF, mergulhou e preferiu usar de moderação, não falar nada da Corte para agora se pintar de ser o cara que vai salvar todo mundo, o grande cara da direita". Em seguida, afirmou que Salles "botou o rabinho entre as pernas". O bate-rebate levou a uma série de provocações.

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O cerne da briga está na corrida da direita pelo Senado em São Paulo. Além de lançar Prado, que não era identificado com o bolsonarismo, o PL vai apoiar o deputado federal e ex-secretário de segurança pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).

Uma vez que o Partido Novo deve lançar Salles, o espaço direita na disputa pelas duas vagas ao Senado deve ficar congestionado com três candidatos. Aliados consideram o risco de abrir espaço para ceder uma ou ambas as cadeiras para o centro e para a esquerda.

Assim, Ricardo Salles tem defendido que, se Eduardo passar a apoiar o nome que seria o preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro para o posto, ou seja, do vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, ele mesmo retiraria sua pré-candidatura.

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