Deputados do PT acionam PGR e PF por boicotes a eleitores de Lula e postagem de Nikolas

29 out 2026 - 12h22
Resumo
Deputados do PT acionaram a PGR, a PF e o MPT pedindo uma investigação nacional sobre campanhas coordenadas de boicote e assédio eleitoral contra eleitores de Lula em ao menos oito estados. O documento cita quase duas mil denúncias recebidas pelo MPT e solicita a apuração da autoria de uma postagem do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que desafiou comerciantes a exibirem a bandeira petista, para verificar sua eventual ligação com as listas de retaliação que circulam pelo país.

Deputados federais do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma investigação nacional sobre campanhas de boicote e incentivo à demissão de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação também solicita a apuração de uma publicação atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que desafia comerciantes de esquerda a expor a bandeira do PT em seus estabelecimentos.

O pedido, apresentado pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares, aponta a circulação de listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito em municípios de ao menos oito unidades da Federação.

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Os parlamentares apontam semelhanças entre as listas divulgadas em diferentes Estados e pedem que a PF investigue a possibilidade de uma atuação coordenada, além de identificar os responsáveis pela elaboração e divulgação das mensagens.

No caso de Nikolas, a representação menciona uma imagem com a identificação de seu perfil no Instagram e os dizeres: "Desafio lançado: coloque a bandeira do PT no seu estabelecimento". Os parlamentares querem esclarecer a autoria da publicação e sua eventual relação com as campanhas de boicote, sem apresentar como comprovada a participação do deputado na organização das listas.

O documento cita dados do MPT segundo os quais foram recebidas 1.937 denúncias de assédio eleitoral até segunda-feira, 26, incluindo 140 naquele dia.

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