O deputado estadual Major Araújo, do PL, ingressou com um requerimento na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) na terça-feira, 13, para que possa andar armado no plenário da Casa. O pedido ocorreu após uma confusão envolvendo o parlamentar e o deputado Amauri Ribeiro, também do PL, na última semana.
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Major Araújo e Armauri precisaram ser contidos durante sessão na Casa da última quinta-feira, 7, após protagonizarem uma discussão acalorada que culminou em xingamentos e ameaça de agressão e até de morte dentro do plenário. A briga entre os deputados foi iniciada por discordâncias em relação ao apoio ao senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo e presidente do diretório local do PL.
“Apresentei um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize vir para o plenário armado. Aqui, a gente tem sido alvo de ameaça, de agressão, de "chamar para os tapas". E eu não vou para "os tapas" com vagabundo nenhum. Se me encostarem a mão aqui, eu tenho que exercer meu direito da legítima defesa”, disse Major Araújo, em sessão realizada na terça-feira, 13.
Em resposta ao requerimento de Araújo, o presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), informou que rejeitou a possibilidade de mudança na regra da Casa. “Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, declarou.
Ameaça de morte
A briga que motivou o pedido do deputado para portar arma no plenário foi registrada em vídeo e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.
Durante o bate-boca, Major Araújo aparece exaltado e dispara: “Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto”.
Em outro vídeo, gravado de um ângulo diferente, Amauri Ribeiro também aparece elevando o tom e afirmando: “Não deixa eu colocar a mão em você!”.
Nas redes sociais, Amauri Ribeiro escreveu que “a política deve ser o campo das ideias, não dos gritos e das ameaças” e informou que Araújo deve responder no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar, em razão da ameaça de morte feita durante a discussão.