Davi Acolumbre mantém quebra de sigilos de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS

Base governista alegou que votação foi feita de forma equivocada

3 mar 2026 - 17h53
Alcolumbre negou pedido de governistas e manteve a quebra de sigilos de Lulinha, aprovada na CPI do INSS
Alcolumbre negou pedido de governistas e manteve a quebra de sigilos de Lulinha, aprovada na CPI do INSS
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O presidente do Congresso Nacional, Davi Acolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira, 3, manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da CPMI que apura supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social.

A medida foi tomada após a análise de um recurso apresentado por quatorze deputados e senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo acionou a Presidência do Congresso na semana passada, alegando irregularidades na contagem da votação que aprovou, em bloco, mais de 80 requerimentos.

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Na primeira votçaão nominal, foram registrados 31 parlamentares no painel eletrônico. Foram 18 votos favoráveis e 12 contrários. Na sequência, a comissão deliberou simbolicamente sobre o pacote de 87 requerimentos. O recurso defendeu que 14 integrantes se manifestaram contra, segundo imagens. Já Alcolumbre sustentou que não seria bastante para formar maioria.

Entre os pedidos aprovados estão a quebra de sigilos de Fábio Luís e solicitações de informações e convocações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A deliberação ocorreu em votação simbólica durante sessão comandada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (PSD-MG).

Ao analisar o recurso, Acolumbre rejeitou o argumento de que teria havido violação regimental ou constitucional. "Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI", defendeu.

Lulinha passou a ser alvo da comissão após investigados por desvios no INSS mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

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Fonte: Portal Terra
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