André Mendonça já havia autorizado quebra de sigilo de Lulinha antes de CPMI do INSS

Ministro do STF atendeu a pedido da Polícia Federal ainda em janeiro

26 fev 2026 - 16h43
(atualizado às 18h18)
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". A decisão, que atende a um pedido da Polícia Federal (PF), e permitiu o acesso aos dados ainda em janeiro deste ano.

A medida veio antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar, nesta quinta-feira, 26, requerimento para quebra de sigilo bancário do empresário, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Trechos do relatório da PF, veiculados pela TV Globo, indicam que Fábio Luís pode ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS" e apontado como principal operador do esquema investigado. Apesar disso, os investigadores destacam que as referências ao nome do empresário surgiram a partir de declarações de terceiros e que, até o momento, não há elemento que comprove participação direta dele nos fatos apurados no inquérito.

Segundo a apuração, o possível elo entre Lulinha e o chamado "Careca do INSS" seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, deflagrada para investigar desvios do INSS.

No Congresso, a comissão que investiga o caso aprovou todos os 87 requerimentos que estavam na pauta da sessão desta quinta-feira. Além de Fábio Luís, os pedidos alcançam outros investigados, como Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares citados na apuração e até a presidente do Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira.

O governo articulou para que os requerimentos fossem votados em bloco, com o objetivo de rejeitá-los de uma só vez. A oposição, por sua vez, defendia a análise individual de cada item. Ao final, em votação simbólica, o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou o resultado favorável à oposição.

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Após o anúncio, o ambiente na comissão teve troca de acusações entre parlamentares. A sessão foi interrompida, e a transmissão ao vivo pela TV Senado acabou suspensa.

Socos e xingamentos: assista ao momento da briga entre deputados na CPMI do INSS
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*Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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