Cenas não oficiais do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado ‘Dark Horse’ (O Azarão, em tradução livre), voltaram a repercutir depois do vazamento de áudios nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que está preso, uma verba milionária para custeio da produção. Ao todo, eles teriam negociado R$ 134 milhões.
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Nas redes sociais, internautas relembraram algumas cena vazada. Protagonizado por Jim Caviezel, mundialmente conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo, o longa irá retratar a trajetória do ex-presidente, incluindo o momento em que foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.
Em um dos cortes que voltou a repercutir, Caviezel é visto sentado no ombro de figurantes que simulam os apoiadores de Bolsonaro durante o ato em que foi atingido por Adélio Bispo, retratado no filme sob o nome fictício de "Aurélio Barba". (Veja abaixo)
134 milhões, candidatura implodida, prisão a vista, tudo pra fazer uma merda dessa, muito burro! pic.twitter.com/auw2iZTQxr
— Raphael Trevisan (@RaphaelToficial) May 14, 2026
A trama foca na campanha presidencial de 2018 e adota uma narrativa heroica. O roteiro, baseado no texto "Capitão do Povo", acompanha Bolsonaro no hospital após o atentado. Enquanto passa por cirurgias, o protagonista relembra sua vida em flashbacks. (Confira abaixo outro trecho)
isso aqui custou 134 milhões do bolso do vorcaro pensa num dinheiro mal gasto pic.twitter.com/0yoGRmzIM0
— michelonismo (@michelonismo) May 13, 2026
A história inclui elementos fictícios, como o combate a um traficante rico nos anos 1980, durante seu período no Exército, e outras supostas tentativas de assassinato.
Além de Jim Caviezel como Jair Bolsonaro, a produção escalou atores para interpretar os filhos do ex-presidente. O brasileiro naturalizado mexicano Marcus Ornellas interpreta o senador Flávio Bolsonaro. O norte-americano Eddie Finlay interpreta Eduardo Bolsonaro, enquanto o brasileiro Sérgio Barreto dá vida a Carlos Bolsonaro.
As gravações foram encerradas em dezembro de 2025, em São Paulo, e a edição ocorre nos Estados Unidos. O diretor Cyrus Nowrasteh define a obra como um "thriller político contemporâneo" e um retrato complexo do ex-presidente.