O candidato Augusto Cury (Avante) defendeu alterar a escolha de ministros do STF para reduzir a interferência do Executivo e ampliar a independência da Corte. No cenário ideal, o presidente da República não participaria da indicação, cabendo a seleção a uma lista elaborada por Ajufe, AMB, Ministério Público e OAB. A proposta também veta nomes com filiação partidária recente, exigindo um intervalo mínimo de cinco anos sem vínculo político para integrar a lista de indicados ao tribunal.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta quinta-feira, 10, mudanças no modelo de escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que, no cenário ideal, o presidente da República nem participaria da indicação.
Durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, Cury disse que a seleção deveria partir de uma lista formada por nomes indicados por entidades da magistratura, do Ministério Público e da advocacia. Na fala, citou a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
"O ideal seria que nem o presidente escolhesse. Não sei se seria possível isso, teria que mudar a Constituição", afirmou. Segundo Cury, a mudança teria como objetivo reduzir a interferência do Executivo sobre o Judiciário e ampliar a independência da Corte.
O presidenciável afirmou ainda que pessoas com filiação partidária recente não deveriam integrar a lista de possíveis indicados ao Supremo. Pela formulação da fala, Cury mencionou um intervalo de pelo menos cinco anos sem filiação partidária.