Irresponsabilidade fiscal do governo é altíssima, diz Cury

10 set 2026 - 10h13
Resumo
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou a gestão atual, classificando como altíssima a irresponsabilidade fiscal do governo. Diante do quadro das contas públicas e do impacto dos juros altos sobre a dívida, ele afirmou que o próximo ano exigirá medidas difíceis e descartou prometer equilíbrio imediato. Embora almeje o déficit zero, Cury admitiu a dificuldade de atingir a meta, sugerindo a taxação de apostas eletrônicas ("bets") como uma alternativa viável para alcançar o objetivo.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira, 10, que considera "altíssima" a irresponsabilidade fiscal do governo e disse que, diante do quadro das contas públicas, não vê espaço para prometer equilíbrio imediato em um eventual mandato.

Questionado durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, sobre como pretende conciliar redução da dívida pública e da carga tributária com programas sociais, crédito e investimentos, Cury afirmou que o próximo ano deverá exigir medidas difíceis.

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"O ano que vem, parafraseando Winston Churchill, talvez virão só lágrimas, porque, infelizmente, a irresponsabilidade fiscal do governo é altíssima", afirmou.

Cury disse que gostaria de estabelecer uma meta de déficit zero, mas ponderou que o atual cenário fiscal dificulta assumir esse compromisso. "Quando eu falo de meta próxima de zero, eu gostaria de falar de uma meta zero", disse. "Eu gostaria de ter déficit zero; se taxarmos as bets, até que é possível", argumentou.

O candidato também relacionou a situação das contas públicas ao custo elevado dos juros e ao impacto da taxa Selic sobre a dívida.

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