Cury defende investigações sobre o STF e diz que fará 'adaptações' no Pix

Candidato cobra transparência na Corte, 'doa a quem doer', e afirma que fará adaptações no sistema de pagamentos, sem detalhar as mudanças

7 set 2026 - 14h51
Resumo
Em campanha no Rio, o presidenciável Augusto Cury (Avante) defendeu investigações rigorosas sobre o STF para combater a corrupção, além de pregar a total transparência e independência da Corte. O candidato também afirmou que manterá o Pix caso seja eleito, embora pretenda realizar adaptações não detalhadas no sistema. Na política externa, Cury defendeu uma postura pacífica, porém sem subserviência, e diálogo com líderes como Javier Milei e os integrantes do bloco dos Brics.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu que todas as investigações sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) sejam levadas adiante, "doa a quem doer". Em entrevista coletiva após discursar em um carro de som na Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul do Rio, o médico e escritor também afirmou que, se eleito, manterá o Pix, mas pretende fazer "algumas adaptações" no sistema de pagamentos.

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"Ninguém deve ser poupado até as últimas consequências. Se não for provada culpa nenhuma, estão livres. Mas, se tiver [culpa], tem de haver condenação", declarou.

Cury ressaltou que quer um STF independente e com "transparência em tudo". Durante o discurso, o candidato havia mandado "um abraço" ao ministro André Mendonça. Questionado sobre o gesto, afirmou que a manifestação de solidariedade se estendia ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Augusto Cury em ato de 7 de Setembro em Copacabana.
Augusto Cury em ato de 7 de Setembro em Copacabana.
Foto: Reprodução/Instagram@augustocu / Estadão

O candidato negou estar defendendo "um ministro ou outro ministro" e afirmou desejar que os integrantes do tribunal tenham "plena independência para poder investigar todos os indícios de corrupção".

Cury quer promover "adaptações" no Pix

Na mesma entrevista, Cury afirmou que preservará o Pix em um eventual governo, embora pretenda alterar o mecanismo, alvo de críticas do governo norte-americano. Ele, contudo, não explicou quais mudanças propõe.

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"Nós vamos manter o Pix no meu governo, mas temos que trazer algumas adaptações", salientou o candidato, que também participou de uma curta caminhada na Avenida Atlântica.

Ao abordar a política externa, Cury defendeu uma postura pacífica, mas sem subserviência. O candidato atribuiu as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às dificuldades financeiras norte-americanas.

Cury também disse que pretende conversar com o presidente da Argentina, Javier Milei, e com os líderes dos países do Brics. "Países que tiveram condições de fazer negociação isolada com outros países terão essa liberdade", acrescentou, sem detalhar a proposta.

Segundo o candidato, o Brasil é um país pacífico e dispõe de embaixadores notáveis. "Seremos pacíficos, mas não seremos subservientes em hipótese alguma."

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