BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o colegiado vai pedir cópias de documentos e convocar envolvidos na investigação sobre supostas fraudes cometidas por executivos do Banco Master.
Ele também criticou a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu apuração sobre a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.
"Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União na CVM e os inquéritos da Polícia Federal", diz o parlamentar em vídeo publicado no X.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sob sigilo, assim como os trabalhos do TCU e do BC sobre o caso.
O ministro do TCU Jhonatan de Jesus foi alvo de críticas após abrir inspeção contra o Banco Central e questionar a decisão de liquidação do Master. A medida foi lida como um avanço sobre prerrogativas regulatórias da autoridade monetária. Calheiros aproveitou o caso para fazer ataques ao ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seu adversário regional.
"O TCU, por exemplo, é um braço do legislativo para proteger os interesses do País, e não para encobrir malfeitos. Nós temos recebidos informação de uma forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre um setor do TCU", disse Renan.
O senador também criticou Toffoli. "Ele tem que tornar as coisas públicas", disse. O ministro chegou a determinar que provas coletadas em busca e apreensão ficassem custodiadas no STF, mas recuou e permitiu que a extração do material fosse realizada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).