Comissão do Senado vai pedir documentos sobre o Master e convocar envolvidos, diz Renan

Senador é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e defendeu transparência das investigações

16 jan 2026 - 22h16

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o colegiado vai pedir cópias de documentos e convocar envolvidos na investigação sobre supostas fraudes cometidas por executivos do Banco Master.

Ele também criticou a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu apuração sobre a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.

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O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que a comissão vai investigar o caso Master
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que a comissão vai investigar o caso Master
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Estadão

"Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União na CVM e os inquéritos da Polícia Federal", diz o parlamentar em vídeo publicado no X.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sob sigilo, assim como os trabalhos do TCU e do BC sobre o caso.

O ministro do TCU Jhonatan de Jesus foi alvo de críticas após abrir inspeção contra o Banco Central e questionar a decisão de liquidação do Master. A medida foi lida como um avanço sobre prerrogativas regulatórias da autoridade monetária. Calheiros aproveitou o caso para fazer ataques ao ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seu adversário regional.

"O TCU, por exemplo, é um braço do legislativo para proteger os interesses do País, e não para encobrir malfeitos. Nós temos recebidos informação de uma forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre um setor do TCU", disse Renan.

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O senador também criticou Toffoli. "Ele tem que tornar as coisas públicas", disse. O ministro chegou a determinar que provas coletadas em busca e apreensão ficassem custodiadas no STF, mas recuou e permitiu que a extração do material fosse realizada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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