O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que os documentos extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e entregues à comissão sejam armazenados em uma sala-cofre. Na tarde desta quinta-feira, 12, parlamentares receberam um comunicado com instruções para o uso do espaço, que tem monitoramento 24h.
Apenas deputados e senadores que integram o colegiado e um assessor de cada um deles terão acesso ao local. A partir desta sexta-feira, 13, os arquivos digitalizados poderão ser acessados por meio de sete computadores, das 9h às 21h.
O espaço no Senado também funcionará aos sábados, mas em horário reduzido, das 9h às 17h. Assim, assessores indicados pelos parlamentares poderão acessar o local aos finais de semana, enquanto seus chefes retornam a seus redutos eleitorais. Eles podem entrar sem acompanhamento, desde que sigam as normas de segurança.
Foi instalado um pórtico de detecção de metais para garantir que as pessoas não entrem com celulares nem com outros dispositivos eletrônicos com os quais os documentos possam ser fotografados.
"A entrada é permitida somente com papel e caneta. Dispositivos que forem levados, como celulares, serão colocados em envelope lacrado e retirados ao término do acesso à sala", diz o comunicado de Viana.
O presidente da CPMI ressalta ainda que todos devem seguir as normas, para evitar vazamentos de informações. "Todos devem passar por detector de metais, inclusive os parlamentares, sem exceção", afirma.
O vazamento de dados relacionadas a Vorcaro fizeram integrantes da CPMI serem apontados como violadores do sigilo dos documentos.
A sala-cofre ainda não havia sido utilizada pela CPMI do INSS, que tem o término dos trabalhos previsto para o próximo dia 28. O espaço foi acionado em outras comissões, como a que investigou a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da covid-19 e a do 8 de Janeiro. A sala guarda o conteúdo coletado por diversas comissões parlamentares de inquérito.
"A vigilância, a Secretaria de Polícia Legislativa e a Coordenação das CPIs estão orientadas e autorizadas a fazer cumprir esta norma, impedindo que parlamentares que se recusarem a passar pelo detector de metais ingressem na sala", diz Viana no comunicado.