CGU/Carvalho: se Master corrompeu algum servidor, podemos abrir processo pela lei anticorrupção

12 fev 2026 - 09h20

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, afirmou, nesta quinta-feira, 12, que o órgão acompanha e supervisiona a sindicância interna do Banco Central no caso Master, assim como pode processar a empresa no cenário de o banco ter corrompido algum servidor público. Ele participa do programa "Bom dia, ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

"O Banco Central instaurou uma investigação interna, uma sindicância para avaliar a conduta de servidores do banco, de ex-diretores. Essa investigação pode se transformar em um processo disciplinar que pode gerar uma punição para esses servidores, inclusive a demissão. O papel da CGU é acompanhar e supervisionar essas investigações", afirmou.

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Ele também afirmou que o Brasil está enfrentando grandes casos de fraudes, mas que o governo está dificultando a ação desses criminosos. Sobre o caso de investimentos de fundos de previdência de municípios e Estados no Banco Master, ele afirmou que esses escândalos dão a oportunidade para o governo pensar novas regras para coibir fraudes.

"Se nesse caso do Banco Master também se identificar qualquer indício de que o banco, por exemplo, pagou propina para alguém, para algum servidor publico federal, corrompeu alguém, fraudou algum processo de fiscalização para além desse do Banco Central, nós podemos abrir um processo pela lei anticorrupção também", completou.

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