Campanha de Lula diz que conversa com Globo para fact-checking em tempo real no debate de sexta

21 out 2026 - 18h26
Resumo
A campanha de Lula negocia com a TV Globo e agências independentes a checagem de fatos em tempo real no debate de sexta-feira, visando conter mentiras do adversário Flávio Bolsonaro, segundo o ministro Sidônio Palmeira. Enquanto Camilo Santana afirma que o petista focará em propostas para o País, a equipe também quer vetar táticas de distração de Flávio, como gesticular atrás das câmeras durante a fala do rival, estratégia comparada à de Donald Trump contra Hillary Clinton em 2016.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tratando com a TV Globo a inclusão de checagem de fatos em tempo real durante o debate entre os presidenciáveis desta sexta-feira, 23. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, há disposição da emissora para incluir a ferramenta durante a transmissão ao vivo.

Segundo Sidônio, a checagem de fatos é essencial para combater "mentiras" do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Segundo o coordenador da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE), Lula irá ao debate para apresentar propostas e a visão petista para o futuro do País.

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"A gente está querendo que haja (checagem de fatos), porque a gente viu o que aconteceu no debate. Além de responder nenhuma pergunta do presidente, ele mentiu muito. É importante uma checagem em tempo real do que é verdade, do que é mentira, do que é dito no debate", disse Sidônio em conversa com jornalistas no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Além da Globo, Sidônio informou que a campanha de Lula conversa com agências de checagem de fatos independentes para que façam o serviço em tempo real durante o debate de sexta. O portal de notícias ICL também deve proporcionar a ferramenta.

Sidônio também declarou à imprensa que Lula não vai aceitar que Flávio repita a estratégia de ficar atrás da câmera durante a fala do petista, fazendo gestos para chamar a atenção do telespectador. O ministro voltou a dizer que o candidato do PL repetiu a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o embate contra a candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton, em 2016.

"A gente não vai aceitar isso. Na verdade, isso é feito sempre pela extrema-direita, o Trump fez com a Hillary Clinton, e essa é uma intenção dele, tentar desviar a atenção. É uma forma agressiva, indevida, provocativa, e a gente não vai aceitar esse tipo de coisa", disse.

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